"O general Nazar nos explicou" que é o homem que atirou nos soldados franceses, "é declaradamente um talibã infiltrado há muito tempo", afirmou o ministro na base de Surobi (Leste) durante um encontro com o comandante da 3ª Brigada do Exército afegão, do qual depende a unidade mobilizada em Gwan onde o atirador abriu fogo contra militares franceses.
O homem, de 21 anos, identificado como Abdul Mansur, foi preso após o ataque durante o qual outros oito soldados franceses ficaram gravemente feridos. Segundo Longuet, o agressor é um soldado do Exército afegão que desertou, e provavelmente passou depois pelo Paquistão, antes de entrar novamente para o Exército. Ele estava há cerca de dois meses na unidade de Gwan.
O ministro francês lembrou que o objetivo dos insurgentes "é quebrar a confiança entre as forças francesas e o Exército afegão".
Longuet está no Afeganistão para avaliar as medidas que as autoridades afegãs pretendem tomar para garantir a segurança dos soldados franceses encarregados de formar o Exército afegão.
O presidente francês, Nicolas Sarkozy, declarou na sexta-feira que, sem as garantias necessárias, a França poderá acelerar a retirada de seu contingente da força internacional no Afeganistão, hoje de 3.600 soldados.
O chefe do Estado-Maior das Forças Armadas francesas, almirante Edouard Guillaud, ressaltou que, se as operações de formação do Exército afegão forem suspensas, as operações de apoio das forças francesas ao Exército afegão serão mantidas.
Ele mencionou a utilização de um sistema de "identificação biométrica" dos recrutas do Exército afegão para evitar as tentativas de infiltração dos insurgentes.