Talibã pede que companhias aéreas retomem voos para o Afeganistão

Talibã pede que companhias aéreas retomem voos para o Afeganistão

Grupo garantiu que problemas técnicas no aeroporto já foram solucionados

AFP

Grupo garantiu que problemas técnicas no aeroporto já foram solucionados

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O Talibã pediu, neste domingo, que as companhias aéreas internacionais retomem seus voos para Cabul, garantindo que os problemas técnicos no principal aeroporto do país já foram corrigidos.

Os equipamentos do aeroporto da capital afegã foram severamente danificados durante a caótica retirada de mais de 120.000 pessoas que queriam abandonar o país depois do retorno dos talibãs ao poder, uma operação que terminou em agosto com a partida dos últimos soldados americanos.

Desde então, apenas voos charter foram realizados, embora as empresas Pakistan International Airlines (PIA), Iranian Mahan Air e Afghan Kam Air tenham realizado alguns voos especiais.

A comunidade internacional quer garantias de que o Talibã cumprirá sua promessa de permitir a saída de todos aqueles que desejarem deixar o país assim que os voos comerciais forem retomados.

Atualmente, a PIA e a Kam Air cobram mais de 1.000 euros (cerca de US $ 1.172) por uma passagem só de ida entre Cabul e Islamabad, que leva cerca de 40 minutos. Mesmo a esse preço, principalmente por conta do seguro que cobre os riscos de guerra, segundo as empresas, a quantidade de voos programados parece não atender a demanda.

É por isso que o Talibã deseja que os voos comerciais normais sejam restabelecidos o mais rápido possível, disse Abdul Qahar Balji, o novo porta-voz do ministério das Relações Exteriores. "Muitos cidadãos afegãos ficaram bloqueados no exterior, impossibilitados de retornar à sua terra natal", disse ele em um comunicado. "Além disso, muitos outros cidadãos afegãos empregados no exterior ou estudando no exterior estão enfrentando dificuldades para chegar ao seu destino", acrescentou.

A atividade no aeroporto de Cabul foi retomada principalmente graças à assistência técnica do Catar, Emirados Árabes Unidos e Turquia.


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