Segundo Jadoon, entre os fugitivos há 30 combatentes islâmicos. O ataque ocorreu na prisão central de Dera Ismail Khan, cidade da província de Khyber Pakhtunkhwa, situada próxima ao Waziristão do Sul, zona tribal semi-autônoma que serve de refúgio para os talibãs e outros grupos ligados à rede terrorista Al-Qaeda.
Vestidos com uniforme da polícia local, os talibãs atacaram a prisão com foguetes, morteiros e armas automáticas para libertar os rebeldes detidos. A ação "destruiu um veículo blindado da polícia estacionado diante da entrada principal da prisão", matando dois policiais, destacou Jadoon.
Após o primeiro ataque, houve uma troca de tiros, com armas automáticas, entre os policiais e os agressores, revelou Jadoon. O Exército enviou reforços para reprimir a invasão, segundo o porta-voz do governo de Khyber Pakhtunkhwa, Shaukat Yousafza. A prisão de Dera Ismail Khan está sob lei marcial.
Ataque reivindicado
O ataque foi reivindicado por Shahidullah Shahid, porta-voz do TTP, grupo islâmico que luta há seis anos contra o poder em Islamabad, que acusa de ser pró-americano. "Um grupo de 150 talibãs, incluindo 60 suicidas, atacou a prisão central para libertar 300 prisioneiros", disse Shahid.
A prisão central de Dera Isma¯l Khan abriga cerca de 5 mil detentos, incluindo 300 rebeldes detidos por atacar as forças de segurança ou a minoria muçulmana xiita, segundo o chefe da polícia local.