Os tanques israelenses bombardearam durante a madrugada a região de Rafah, após o Exército hebreu lançar uma operação terrestre contra a Faixa de Gaza, controlada pelo movimento radical islâmico Hamas. O objetivo, conforme o primeiro ministro israelense Benjamin Netanyahu, é destruir túneis pelos quais integrantes do Hamas entram em Israel.
O anúncio da operação por terra foi precedido de um intenso bombardeio da Força Aérea, Marinha e artilharia israelenses, enquanto grupos palestinos intensificavam os disparos de foguetes contra Israel, constatou a AFP.
ONU: Em cada quatro vítimas, três são civis
O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, lamentou a operação terrestre, enquanto a França manifestou preocupação, ressaltando que "é essencial proteger as populações civis e evitar novas vítimas". O Egito denunciou "a escalada" israelense e pediu que as partes em combate aceitem sua proposta de trégua. Antes do início do avanço de Israel por terra, o primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, havia acusado Israel de querer cometer um "genocídio sistemático" contra os palestinos na Faixa de Gaza.
"Os países ocidentais estão em silêncio, assim como o mundo islâmico", acrescentou Erdogan, que também criticou as Nações Unidas. Mais de 75% das vítimas destes combates são civis, segundo as Nações Unidas.