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Tanques ocupam capital iemenita, mas vários militares abandonam o regime

Embaixador da Iêmen na Arábia Saudita é um dos que aderiu ao protesto popular

Ao mesmo tempo, uma multidão se reunia no centro de Sanaa, desafiando a proibição de se manifestar, para exigir a saída de Saleh
Ao mesmo tempo, uma multidão se reunia no centro de Sanaa, desafiando a proibição de se manifestar, para exigir a saída de Saleh Foto : Ahmad Gharabli / AFP / CP
Tanques do exército iemenita cercavam o palácio presidencial de Sanaa na manhã desta segunda-feira, enquanto um general, dezenas de oficiais e o governador de Aden – segunda maior cidade do país – se uniram à rebelião contra o regime do presidente Ali Abdullah Saleh. Os tanques foram posicionados em lugares estratégicos da capital, incluindo o palácio presidencial, o banco central e o ministério da Defesa, mas ainda não se sabe a quem essas forças são leais.

Ao mesmo tempo, uma multidão se reunia no centro de Sanaa, desafiando a proibição de se manifestar, para exigir a saída de Saleh, cada vez mais isolado em seu próprio país. "Anunciamos nosso apoio e protegeremos os jovens que protestam na Praça da Universidade em Sanaa", disse o comandante da primeira divisão blindada, general Al Ahmar.

Dezenas de oficiais do exército iemenita de diferentes escalões também se uniram ao movimento antigoverno em uma passeata na Universidade de Sanaa. O embaixador da Iêmen na Arábia Saudita, Mohammad Ali al Ahwal, também somou-se nesta segunda-feira ao protesto popular.

Além disso, o governador de Aden, segunda maior cidade do Iêmen, Ahmad Qaatabi, renunciou ao cargo, em um momento de muitas demissões no país. Aden está na vanguarda dos protestos contra o presidente Ali Abdullah Saleh, no poder há 32 anos. Várias pessoas morreram nesta cidade em ataques das forças de segurança desde o início das manifestações, no fim de janeiro.

A onda de deserções ocorre um dia depois do chefe de Estado ter destituído seu governo, após a demissão de três ministros. A comunidade internacional condenou o regime de Saleh depois que mais de 50 pessoas foram mortas na sexta-feira pelas forças de segurança, que reprimiram com violência uma manifestação na Praça da Universidade, transformada em quartel-general do movimento pró-democracia.


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