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Tempestade deixa cinco mortos no Chile

Mais de mil foram afetados por tormenta que ainda prejudicou indústria local

Mais de mil foram afetados por tormenta que ainda prejudicou indústria local
Mais de mil foram afetados por tormenta que ainda prejudicou indústria local Foto : Jonathan Mancilla/AFP/CP
Cinco pessoas morreram e mais de mil foram afetadas por forte temporal registrado no norte e no centro do Chile neste fim de semana. A tormenta também forçou a paralisação de uma importante mina de cobre da estatal Codelco. O Escritório Nacional de Emergências (Onemi) tinha informado preliminarmente a morte de duas pessoas na região de Valparaíso (120 km a oeste de Santiago), às quais se somaram, passado o meio-dia, outros três mortos na região de Antofagasta, 1.350 km ao norte da capital chilena.

Fortes chuvas afetaram o centro do Chile neste sábado, mas se dirigiram para o norte do país durante o dia, precipitando-se em Tocopilla, na região de Antofagasta, onde os temporais causaram uma enxurrada que desceu até a localidade. "Devido ao sistema frontal em nível nacional, foram registradas 1.100 pessoas afetadas", informou o Escritório Nacional de Emergências (Onemi).

As três últimas vítimas foram arrastadas pela enxurrada de lama e pedras, enquanto outras quatro ficaram feridas e mais de 800 foram evacuadas por equipes de emergência. Também foram registrados graves danos em casas feitas de material mais frágil, bem como cortes de energia e do abastecimento de água potável nesta cidade portuária.

Devido à emergência, a Onemi decretou Estado de Exceção Constitucional na região de Antofagasta "para facilitar as ações preventivas e garantir a segurança na região", informou Ricardo Toro, diretor desta entidade. A medida implica em que as Forças Armadas tomem o controle da região durante a situação de emergência. O governo chileno decretou, ainda, "alerta sanitário" a fim de reforçar o sistema de saúde na região. "Devido ao sistema frontal em nível nacional, foram registadas 1.100 pessoas afetadas", informou o Onemi.

Esta situação ocorre cinco meses depois de outro forte temporal causar fortes chuvas na região do Atacama, vizinha a Antofagasta, provocando inundações que arrasaram com povoados e deixaram 26 mortos e milhares de desabrigados.

As condições climáticas também levaram a mineradora estatal chilena Codelco, a maior produtora de cobre do mundo, a suspender as operações de uma de suas minas mais importantes, Chuquicamata, em Antofagasta. Outras três divisões da mineradora na mesma região operam parcialmente e com pessoal reduzido.

"Cada uma das divisões do Distrito Norte ativou os protocolos estabelecidos para este tipo de situação", informou a mineradora, responsável por 11% da oferta mundial de cobre.

A região costeira do Chile também foi afetada pelo temporal. Em grande parte do litoral chileno, a tempestade causou forte ondulação, a pior dos últimos 35 anos, principalmente em Valparaíso (120 km oeste de Santiago), onde as ondas chegaram a 10 metros de altura, o que motivou o Onemi a decretar alerta vermelho.

Nesta região, onde morreram as outras duas vítimas registradas, ficam importantes portos e balneários turísticos, afetados pela forte ondulação, que causou danos em residências e comércios perto da faixa costeira, além de cortes nos serviços de água e luz.

O metrô que liga o porto de Valparaíso ao balneário de Viña del Mar e outras localidades da região foi suspenso durante esta semana "porque as fortes ondulações cobriram as vias férreas com toneladas de escombros e inundaram as salas técnicas", informou Andrés Gómez-Lobo, ministro dos Transportes.