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Tempestade Xynthia deixa rastro de mortes na Europa

Pelo menos 48 morreram na França e 30 estão desaparecidos

quipes de resgate tentavam socorrer nesta segunda-feira centenas de pessoas após a tempestade de inverno mais forte da última década, que deixou dezenas de mortos na Europa Ocidental, a maioria deles na França
quipes de resgate tentavam socorrer nesta segunda-feira centenas de pessoas após a tempestade de inverno mais forte da última década, que deixou dezenas de mortos na Europa Ocidental, a maioria deles na França Foto : Xavier Leoty / AFP
O total de vítimas das tempestades de domingo em cinco países da Europa subiu para 62. A França registra o maior número de perdas, com 51, a maioria por afogamento. Equipes de resgate cruzaram ruas alagadas de cidades francesas a bordo de pequenas embarcações, nesta segunda-feira, em busca de pessoas que ainda estivessem presas em suas casas por causa das tempestades que destruíram diques de contenção.

A costa atlântica da França foi assolada pela tempestade Xynthia, que provocou vendavais e chuvas torrenciais no domingo, forçando o governo francês a declarar estado de emergência.

Pelo menos cinco pessoas morreram na Alemanha, três na Espanha, uma em Portugal e uma na Bélgica. Mais de 9 mil bombeiros e socorristas franceses, utilizando botes e helicópteros, se deslocaram nesta segunda-feira às áreas afetadas para socorrer os atingidos.

Ondas gigantescas obrigaram muitas pessoas nas regiões de Vandea e Charente a subir nos telhados de suas casas, apesar dos ventos alcancarem velocidades de 150 km por hora. "Se isso acontecesse durante o dia, o balanço de mortos não seria tão desastroso, já que a tempestade surpreendeu as pessoas enquanto dormiam", afirmou o ministro do Interior, Brice Hortefeux, à rádio France Info.

"Junto com minha namorada, alcançamos e subimos no telhado pela janela porque a água subia rapidamente", contou Fabrice Petit du Bosquet, um morador de L´Aiguillon-sur-Mer, onde centenas de famílias precisaram passar a noite em abrigos improvisados em escolas e salões de dança.

"Tentamos levar nossas coisas à sobreloja, mas decidimos que devíamos subir para o telhado", acrescentou. "Esperamos ali durante uma hora, até que vimos o proprietário de nossa casa em um barco".

A União Europeia (UE) informou que está pronta para oferecer apoio aos países afetados pela tempestade e a França assinalou que pode recorrer a ela para custear as operações de resgate.

O presidente Nicolas Sarkozy, que viajou nesta segunda-feira a L´Aiguillon-sur-Mer, anunciou que vai liberar três milhões de euros para ajudar as vítimas e diminuir os prejuízos do desastre. "É uma catástrofe nacional, um drama humano com um balanço espantoso", assinalou.

O ministro da Agricultura, Bruno Le Maire, prometeu ajudar as fazendas e indústrias pesqueiras que foram fortemente afetadas e o ministro de Comércio, Hervé Novelli, indicou que as pequenas empresas afetadas podem receber até 10 mil euros (14 mil dólares) em ajuda.

Um total de 500 mil casas permaneciam sem luz na manhã desta segunda-feira, após a tempestade deixar um milhão de residências sem energia elétrica em um primeiro momento, informou a companhia de eletricidade ERDF. Sarkozy prometeu que a eletricidade será restabelecida totalmente na terça-feira.

O tráfego aéreo retornou à normalidade no aeroporto Charles de Gaulle de Paris no domingo à tarde, após o cancelamento de 25% dos voos.

Até o final da tarde de domingo, a tempestade atingiu a Alemanha, Bélgica e a Holanda, informaram meteorologistas franceses.

Pelo menos cinco pessoas morreram na Alemanha, a maioria devido à queda de árvores, informou a polícia. Dois homens morreram na Espanha quando uma árvore caiu sobre um carro e uma mulher de 82 anos morreu após o desmoronamento de um muro. Em Portugal, um menino de 10 anos morreu após ser atingido por um galho e um homem faleceu na Bélgica após a queda de uma árvore.