Pelo menos 10 pessoas morreram e 2.422 tiveram danos graves em suas moradias devido a chuvas intensas, ressacas e ventos que atingem o Chile desde 15 de julho, informou o governo nesta segunda-feira (20). Foram registradas “10 pessoas mortas, quatro desaparecidas e 17 feridas. Há 2.422 pessoas desabrigadas”, informou à imprensa Alicia Cebrián, diretora do Serviço Estadual de Emergências (Senapred).
A tempestade atinge com particular intensidade as regiões de Coquimbo e Atacama, onde chuvas extremas são incomuns. Devido ao transbordamento de rios, estradas que ligam diversas aldeias foram bloqueadas, e as comunidades ficaram isoladas umas das outras.
"O que normalmente cai em um mês, caiu em uma hora, o que nos leva a classificar este evento como chuva anormal e extrema", declarou Máximo Pavez, vice-ministro do Interior, à imprensa nesta segunda-feira.
Na região de Coquimbo, cerca de 460 km ao norte de Santiago, enchentes, deslizamentos de terra e cortes de energia elétrica causaram interrupções no abastecimento de água potável. "A situação superou todas as expectativas. Nossa infraestrutura foi danificada e tivemos que retirar nossa equipe de algumas instalações", disse Andrés Nazer, gerente regional da empresa Aguas del Valle.
Declaração de zona de catástrofe
O governador regional de Coquimbo, Cristóbal Juliá, declarou à Rádio Duna que "é necessário declarar zona de catástrofe" na região. Devido às fortes ondas e rajadas de vento superiores a 100 km/h, dezenas de portos em todo o país restringiram algumas de suas operações como medida de precaução na semana passada.
Segundo Arnaldo Zúñiga, da Direção Meteorológica do Chile, o país não enfrentava uma tempestade tão extensa e com tanta chuva há duas décadas.