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As exportações japonesas para a China de alguns produtos eletrônicos, químicos e siderúrgicos, bem como peças de reposição, vão diminuir, visto que muitos dos principais fabricantes destes produtos estão localizados no Nordeste do Japão, região mais atingida pelo terremoto e pelo tsunami, que afetaram as operações de transporte marítimo e portuárias, disse Yao durante entrevista coletiva.
O Produto Interno Bruto (PIB) das áreas afetadas pelo desastre corresponde por 8% do total do país, acrescentou o ministro. As exportações chinesas de roupas e produtos agrícolas para o Japão também diminuirão no curto prazo, afirmou Yao.
Segundo o ministro, o Japão era o terceiro maior parceiro comercial, a maior fonte de importações e o quinto maior destino das exportações da China até o final do ano passado. Yao afirmou que algumas empresas japonesas que operam na China estão recorrendo aos estoques de produtos para as suas operações, e outras estão se voltando para as fabricantes chinesas de peças por causa dos distúrbios nas suas cadeias de abastecimento.
As companhias japonesas que estão localizadas na província chinesa de Jiangsu e nas cidades costeiras de Tianjin e Dalian afirmaram que o terremoto afetou o abastecimento de certos componentes eletrônicos, autopeças e produtos siderúrgicos, destacou Yao, sem citar o nome das empresas.
O impacto de curto prazo sobre o comércio entre a China e o Japão não afetará a situação comercial chinesa no geral neste ano, ressaltou o ministro. As exportações da China aumentarão gradualmente em 2011, embora o país esteja fomentando as importações e apontando para um comércio mais equilibrado", acrescentou.
Yao disse também que a retirada de trabalhadores chineses da Líbia afetou os investimentos no país africano, onde a China tem 50 grandes projetos avaliados em US$ 18,8 bilhões. Ele não forneceu muitos detalhes sobre os projetos, mas afirmou que o país está avaliando as perdas das companhias chinesas na Líbia.