O tremor ocorreu ao pé do planalto tibetano, na província de Sichuan, uma região com forte atividade sísmica que já foi devastada em 2008 por um potente terremoto. O terremoto durou cerca de trinta segundos. Seu epicentro se situou perto da cidade de Ya´an e surpreendeu a população pouco depois das 8h locais.
Ao menos 10 mil casas ficaram destruídas ou seriamente danificadas pelo tremor, informou o governo de Sichuan, ao mesmo tempo em que as equipes de socorro buscam sobreviventes sob os escombros.
Aproximadamente 6 mil soldados e agentes da polícia foram enviados com urgência à região para ajudar nos resgates, e a força aérea passou a utilizar seis aviões não tripulados (drones) para tirar imagens aéreas e planejar as ações de auxílio, informou a Nova China.
Com muitas rotas bloqueadas por deslizamentos de terra e rochas, um caminhão com soldados do exército caiu em um penhasco, provocando a morte de um soldado e deixando outros sete feridos.
As primeiras fotos tiradas após o terremoto mostravam edifícios destruídos e muitos escombros nas ruas.
Os 140 quilômetros de estrada entre a capital provincial, Chengdu, e Ya'an, a localidade mais próxima ao epicentro do tremor, foram bloqueados à circulação de particulares, sendo reservados apenas às ambulâncias e caminhões do exército ou a outros veículos de auxílio.
O primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, chegou a Sichuan na tarde deste sábado e visitou as regiões afetadas a bordo de um helicóptero. "A vida é o mais importante e nossa prioridade absoluta é salvar vidas", disse Keqiang, para quem "as primeiras 24 horas são cruciais" para salvar pessoas.
O presidente russo, Vladimir Putin, enviou um telegrama de pêsames ao presidente chinês e afirmou que a Rússia está preparada para dar toda a ajuda necessária à China, anunciou o Kremlin.