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Terremoto nas Filipinas deixa ao menos 43 mortos

País foi atingido por cerca de 200 réplicas após tremor de 6,8 graus na escala Richter

Ao menos 43 pessoas morreram após um terremoto de 6,8 graus na escala Richter provocar deslizamentos, derrubar casas e destruir pontes no centro das Filipinas nesta segunda-feira, de acordo com autoridades locais. O tremor atingiu um estreito entre as províncias densamente povoadas de Negros e Cebu na hora do almoço, com réplicas quase tão fortes, que causaram mais pânico durante todo o dia.

A área mais afetada parece ser Guihulngan, uma cidade costeira em Negros perto do epicentro do terremoto, com 39 mortes confirmadas, conforme o comandante militar local, coronel Francisco Patrimonio. Ele e a polícia local afirmaram que a maioria das vítimas morreu após os deslizamentos atingirem suas casas, enquanto outras na cidade de 100 mil habitantes faleceram depois que suas casas desabaram pela pressão do terremoto.

"Algumas residências desabaram junto com nosso tribunal e com partes do mercado público. Tiramos as pessoas dos prédios, mas não conseguimos evacuar as casas", relatou o chefe de polícia, Inspetor Senior Alvin Futalan, à agência de notícias AFP.

Quatro outras pessoas foram confirmadas mortas em outras partes de Negros, onde quedas de energia ocorriam por toda a região e as pontes, assim como outras infraestruturas vitais, foram danificadas, segundo o militar.

O número de mortos deve subir, com informações sobre dezenas de outras pessoas feridas ou desaparecidas em Guihulngan e em áreas próximas. Conforme as autoridades, é impossível determinar o número exato de desaparecidos, num momento em que energia elétrica e as linhas de telefone da região estavam cortadas e as estradas para as áreas montanhosas estavam bloqueadas devido aos deslizamentos de terra.

A preocupação do comando militar é a possibilidade de saques, assim como com os esforços de resgate imediatos, num momento em que as pessoas tiravam vantagem do caos. "Os saques estão agora excessivos em Guihulngan, o que nos forçou a mobilizar (mais tropas) com a Polícia Nacional das Filipinas", disse Patrimonio.

Em Cebu, um popular destino turístico e a segunda maior cidade do país, com 2,3 milhões de habitantes, turistas subiram aos andares mais altos dos hotéis depois que rumores infundados espalhados por mensagens de texto informavam sobre a chegada iminente de um grande tsunami.

O chefe da Defesa Civil, Benito Ramos, afirmou que os violentos tremores em Cebu – a 50 quilômetros do epicentro – deixaram janelas quebradas e paredes desabadas em alguns edifícios do local. Porém, nenhum arranha-céu sofreu grandes danos e não foram reportadas mortes na cidade.

Cerca de 200 réplicas ocorrem após o terremoto

Quase duas horas após o terremoto, uma forte réplica de 6,2 graus atingiu o centro das Filipinas, e logo depois outra de 6 graus, causando mais pânico. Cerca de 200 réplicas menos potentes foram detectadas durante o dia, informou o diretor-executivo do centro de monitoramento de desastres da província, Angelo Tiongson.

Sismólogos do governo filipino inicialmente lançaram um alerta de precaução para tsunamis devido ao terremoto, mas o retiraram duas horas depois. O Centro de Monitoramento de Tsunamis do Pacífico, baseado no Havaí, afirmou que não havia perigo de um tsunami destrutivo generalizado.

As Filipinas se localizam no "Círculo de Fogo" do Pacífico - um cinturão no Oceano Pacífico no qual a fricção entre as placas tectônicas causam terremotos frequestes e atividade vulcânica.

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