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Tesouro americano alerta para nova quebra da economia dos EUA

Secretário afirmou que país entrará em crise ainda mais séria se Congresso não aprovar novo teto para a dívida federal

O Tesouro americano prevê uma quebra do sistema financeiro dos Estados Unidos para, no máximo, 2 de agosto, caso o Congresso não aprove um aumento para o teto da dívida federal. A entidade financeira começará a cortar a emissão de alguns bônus, já que os cofres públicos devem atingir o teto da dívida (US$ 14,2 trilhões) no próximo dia 16, na tentativa de sustentar o mercado pelo menos até agosto.

"Mas isso tem um custo, privará os governos estatais e locais de um importante instrumento para administrar os gastos pendentes", frisou o secretário do Tesouro, Tim Geithner. Apesar da situação emergencial, o Tesouro está convencido de que o Congresso chegará a um acordo que permita elevar o limite da dívida. É a terceira vez que Geithner escreve aos líderes do Congresso desde o começo do ano, para pressioná-los a elevar o limite da dívida federal.

O chefe do Tesouro advertiu novamente os parlamentares de que o não pagamento da dívida por parte de Washington traria consequências "catastróficas" e causaria "uma crise financeira potencialmente mais grave do que a que o país começa a superar".

Geithner anunciou que a primeira medida excepcional prevista pelo Tesouro seria "privar os Estados e os governos locais de um instrumento importante na administração de seus gastos relacionados à dívida". As finanças das comunidades locais e dos Estados da União foram postas à prova pela crise e muitos deles se impuseram um tratamento de austeridade, que afeta pesadamente os programas sociais de seus orçamentos.

Com maioria na Câmara de Representantes, os republicanos condicionam seu acordo para o incremento do limite da dívida a reduções de gastos adicionais por parte do Estado federal. Os democratas e o governo de Barack Obama se opõem a estas exigências tal como estão formuladas, afirmando que afetariam os mais fracos e debilitariam a reativação econômica do país.

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