"Mas isso tem um custo, privará os governos estatais e locais de um importante instrumento para administrar os gastos pendentes", frisou o secretário do Tesouro, Tim Geithner. Apesar da situação emergencial, o Tesouro está convencido de que o Congresso chegará a um acordo que permita elevar o limite da dívida. É a terceira vez que Geithner escreve aos líderes do Congresso desde o começo do ano, para pressioná-los a elevar o limite da dívida federal.
O chefe do Tesouro advertiu novamente os parlamentares de que o não pagamento da dívida por parte de Washington traria consequências "catastróficas" e causaria "uma crise financeira potencialmente mais grave do que a que o país começa a superar".
Geithner anunciou que a primeira medida excepcional prevista pelo Tesouro seria "privar os Estados e os governos locais de um instrumento importante na administração de seus gastos relacionados à dívida". As finanças das comunidades locais e dos Estados da União foram postas à prova pela crise e muitos deles se impuseram um tratamento de austeridade, que afeta pesadamente os programas sociais de seus orçamentos.
Com maioria na Câmara de Representantes, os republicanos condicionam seu acordo para o incremento do limite da dívida a reduções de gastos adicionais por parte do Estado federal. Os democratas e o governo de Barack Obama se opõem a estas exigências tal como estão formuladas, afirmando que afetariam os mais fracos e debilitariam a reativação econômica do país.