A cidade, que fica 100 quilômetros ao Sul de Damasco e está cercada pelos soldados que impedem qualquer entrada ou saída, foi bombardeada por artilharia pesada neste sábado, segundo ativistas.
Além disso, franco-atiradores situados nos telhados das casas que disparam contra qualquer pessoas que se arrisca a sair às ruas, afirmaram as mesmas fontes. "Seis pessoas morreram. Elas morreram durante o bombardeio contra os habitantes, que começaram ao amanhecer, ou pelos tiros dos franco-atiradores", afirmou um ativista da oposição que pediu anonimato.
"A cidade está cercada, não há água, nem comida e faltam remédios", declarou outra testemunha. De acordo com os manifestantes, todos os dias soldados desertam e passam para o lado da oposição, mas a informação não foi confirmada por fontes independentee.
Segundo o balanço mais recente do Observatório Sírio dos Direitos Humanos, 66 pessoas morreram na sexta-feira, 33 delas na província de Deraa (Sul), berço do movimento contra o regime de Bashar al-Assad. De acordo com a organização, o número total de civis mortos alcança 539 desde o início da revolta em 15 de março. Para o "Comitê dos Mártires de 15 de março", 582 pessoas morreram desde o início da revolta em 15 de março.