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Durante o dia, centenas de milhares de pessoas foram às ruas do Egito em um novo dia de protestos batizado de "Dia da Partida", com a esperança de forçar a renúncia do presidente Hosni Mubarak. No entanto, o dia e a noite se passaram sem novidades. Mubarak segue sem dar ouvidos às reivindicações internas e internacionais. O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, voltou a pressionar o seu antigo aliado a deixar o cargo, afirmando que ele deveria ouvir os manifestantes. Oba disse ainda que as discussões para a transição já começaram.
No Cairo, uma multidão concentrou-se na Praça Tahrir, onde os opositores, entrincheirados desde 25 de janeiro, resistiram na quarta-feira a uma violenta tentativa de despejo por parte dos partidários de Mubarak, em uma batalha campal que deixou oito mortos. Nesta sexta-feira, um jornalistas egípcio morreu, após passar quatro dias em coma. Ele foi atingido por um tiro quando estava em seu apartamento, próximo à Praça Tahir.
Dia foi de tumultos em todo o país
A ONU avalia que, desde o início dos protestos, cerca de 300 pessoas morreram e milhares ficaram feridas. Segundo um balanço oficial do Ministério da Saúde, 5 mil pessoas ficaram feridas desde a última sexta-feira. Outras cidades foram palco de protestos durante o "Dia da Partida", que coincidiu com o dia de oração dos muçulmanos. Dezenas de milhares de pessoas se concentraram em Alexandria (norte), a segunda maior cidade do país, ao grito de "Abaixo Mubarak! Abaixo o regime!". O governo comprometeu-se a não despejar pela força os manifestantes e qualificou de "falsas" as afirmações de que as autoridades estão por trás dos ataques a jornalistas realizados nos últimos dias.
No Cairo, o chefe da Liga Árabe, Amr Moussa, que foi chanceler de Mubarak e já não esconde sua intenção de se apresentar às eleições para sucedê-lo, foi à praça "como um gesto de apaziguamento", indicou seu gabinete.
Em declarações à rede Al Jazeera, o opositor e prêmio Nobel da Paz Mohamed ElBaradei, tampouco descartou apresentar-se à sucessão de Mubarak.O ministro da Defesa, Mohamed Hussein Tantawi, foi pessoalmente à praça para examinar a situação e conversar com a multidão, rodeado por soldados.
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