Depois de uma noite mais calma, os combatentes de Gaza dispararam foguetes contra a cidade israelense de Ashkelon. O exército respondeu disparando contra dois lança-foguetes e uma oficina de fabricação de armas. Tiros esporádicos também foram ouvidos na região.
Os habitantes de Gaza preferiram evitar as tradicionais comemorações em família do Aid el-Fitr, que marca o fim do mês de jejum sagrado do Ramadã, e aproveitaram a trégua para visitar feridos em hospitais e enterrar seus mortos. "É a festa do sangue", lamentou Abeer Shamali, acariciando a terra sobre o caixão de seu filho de 16 anos no cemitério local.
Por outro lado, milhares de palestinos se reuniram nesta segunda-feira pelo fim do Ramadã na Esplanada das Mesquitas, em Jerusalém Oriental, ocupada por Israel, e demonstraram seu apoio aos habitantes de Gaza e contra a ofensiva militar israelense.
Os manifestantes exibiam camisetas pretas e bandeiras com slogans de apoio a Gaza do tipo "Todos nós somos de Gaza". Segundo a polícia, cerca de 45 mil fiéis se reuniram junto à Mesquita de Al-Aqsa por ocasião do Aid el-Fitr. A multidão foi dispersada sem maiores incidentes.
Cessar-fogo imediato
O Conselho de Segurança das Nações Unidas adotou durante a madrugada desta segunda-feira uma declaração que pede um cessar-fogo humanitário, imediato e sem condições, que permita prestar ajuda aos civis. Representantes de 15 países, reunidos de emergência em Nova York, expressaram na declaração seu "forte apoio a um cessar-fogo humanitário e sem condições, que permita proporcionar uma ajuda indispensável e urgente".
Pediram a Israel e ao Hamas que mantenham a trégua durante toda a festa muçulmana do Aid el-Fitr e que "respeitem plenamente o direito internacional e especialmente o que diz respeito à proteção dos civis".