Três ataques foram executados em pouco mais de uma hora no centro da cidade, alvo de disputa entre o governo central de Bagdá e as autoridades curdas, que desejam integrá-la à região autônoma do Curdistão. Uma primeira explosão, provocada por uma bomba colocada em um automóvel, ocorreu às 9h20min (horário local), no estacionamento do quartel-general da polícia, no centro da cidade. Instantes depois, um segundo carro-bomba explodiu próximo ao local do primeiro.
"Logo que chegamos houve uma terrível explosão. Cai e vi colegas mortos, outros feridos e outros queimados", relatou um policial no hospital geral onde foi atendido. Às 10h30min, um terceiro carro-bomba foi detonado no centro de Kirkuk, quando passava por ele o comboio do chefe do departamento de investigações criminais da polícia, coronel Aras Mohamed, que ficou ferido junto com outras 13 pessoas.
Estes atentados – os mais violentos desde o ataque ao Conselho Provincial de Salahedin, em Tikrit, que matou 58 pessoas em março – acontecem um dia depois do anúncio das autoridades iraquianas sobre a prisão de um suposto chefe militar da Al-Qaeda no Iraque. A operação do exército ocorreu a oeste de Samarra, a 110 quilômetros de Bagdá. Mikhlif Mohammed Hussein al-Azzawi, conhecido como Abu Radhwan, foi detido junto com outros três importantes dirigentes do braço iraquiano da rede terrorista.