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Três mil pessoas saem de casa após terremoto na Itália

Abalo foi sentido nas regiões Norte e Nordeste do país

Escombros e destroços de prédios ficam espalhados pelas ruas
Escombros e destroços de prédios ficam espalhados pelas ruas Foto : Pierre Teyssot / AFP / CP
Três mil pessoas precisaram sair de suas casas neste domingo na Itália, após o forte terremoto da madrugada que sacudiu as regiões Norte e Nordeste do país, área entre as mais industrializadas e povoadas da península, informou a Defesa Civil italiana. A maior parte das famílias deslocadas encontra-se na província de Modena, e outros 500 estão na província de Ferrara, enquanto réplicas continuam sendo sentidas, algumas de forte intensidade.

O abalo de magnitude 5,9 graus na escala Richter deixou, pelo menos, seis mortos e mais de 50 feridos segundo informaram as autoridades locais. Carros, prédios, igrejas e monumentos históricos da Itália foram danificados com o tremor e ainda há pessoas desaparecidas, conforme as autoridades locais.

Danos ao patrimônio cultural da Itália são notáveis, diz ministério

A região onde foi sentido o abalo sofreu "notáveis danos ao patrimônio cultural", informou em nota o Ministério italiano para os Bens Culturais. "Depois de uma primeira avaliação, (observou-se que) os danos foram notáveis", diz o comunicado, ao fazer um primeiro balanço do terremoto, que destruiu monumentos históricos da região de Ferrara, cidade declarada Patrimônio Mundial da Humanidade em 1995.

Importantes monumentos de Ferrara, com uma estrutura urbanística que remonta ao século XIV, sofreram prejuízos, entre eles, a praça Savonarola assim como a fachada do Castelo Estense, um emblema da cidade.

Também foram registrados deslizamentos e rachaduras em várias igrejas importantes, entre elas a de São Carlo e de Santa Maria in Vado. Na pequena localidade de Poggio Renatico, na região de Ferrara, a torre do relógio do Castelo Lambertini, sede da prefeitura, foi derrubada com o tremor.

A Itália conta com um patrimônio artístico inestimável, cuja fragilidade ficou evidente durante os terremotos de setembro e outubro de 1997 em Umbria e Marcas, duas regiões do centro. Na ocasião, a basílica de São Francisco de Assis, famosa pelos afrescos de Giotto, desabou e teve que ser submetida a uma importante e cara restauração.

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