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Três pessoas foram expostas à radiação no Japão

Usina nuclear foi atingida por explosão após o terremoto que atingiu o país. Veja fotos

A usina nuclear Tokyo Electric Power (Tepco) fica situada na região atingida pelo violento terremoto seguido de tsunami
A usina nuclear Tokyo Electric Power (Tepco) fica situada na região atingida pelo violento terremoto seguido de tsunami Foto : Jiji Press / AFP / CP
Ao menos três japoneses moradores de uma cidade próxima à usina nuclear Dai-ichi que foi atingida por uma explosão, em Fukushima, foram expostos à radiação. A informação aumentou o temor de um grande vazamento radioativo depois do terremoto de sexta-feira que abalou o nordeste do Japão. A Agência japonesa de Segurança Nuclear e Industrial avaliou o acidente de hoje, na central de Fukushima N°1, no nível 4 numa escala que vai até 7.

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As três pessoas faziam parte de um grupo de cerca de 90 pacientes internados em um hospital da cidade de Futaba-machi e foram escolhidos aleatoriamente por médicos para serem submetidos a testes após o incidente nuclear, informou a televisão pública NHK.

Os pacientes esperaram os socorristas em uma escola, onde haviam sido transferidos e, em seguida, foram levados em helicóptero. Naquele momento, ocorria a explosão na usina de Fukushima Nº1. O trio, que ainda não tive idade e sexo divulgados, vai passar por uma lavagem especial para se livrar da radiação. Mas o estado de saúde dos pacientes não apresenta nada anormal, relatou a NHK.

A explosão que ocorreu neste sábado na usina Fukushima Nº1 fez com que parte do prédio que comporta o reator número 1 derretesse. No entanto, o governo afirmou que o exterior do reator não foi danificado e pediu que a população local mantivesse a calma. Ainda assim, as autoridades ordenaram a evacuação dos habitantes a um raio de 20 km da usina. O porta-voz do Estado, Yukio Edano, acrescentou que a radiação no local estava controlada.

Rússia

A nuvem radioativa emitida pelo reator nuclear pode atingir a península russa de Kamtchatka em menos de 24 horas, segundo uma dirigente local do serviço de vigilância sanitária, citada pela agência de notícias Ria-Novosti. "Isto pode acontecer devido a direção das massas de ar e a distância entre le Kamtchatka e o Japão", explicou. A península fica a nordeste do Japão e do arquipélago russo de Kuriles. Segundo ela, medições de radioatividade são realizadas de hora em hora em 28 estações de controle russas.

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