Um dirigente de Israel, que preferiu não ter o nome divulgado, afirmou que comandos egípcios salvaram a vida de seis israelenses, bloqueados no interior do prédio, no momento da invasão.
Centenas de soldados egípcios, apoiados por veículos blindados, se concentraram na madrugada deste sábado nas imediações da embaixada de Israel, onde o fornecimento de energia elétrica chegou a ser suspenso. A ocupação, realizada por manifestantes que participavam de um grande protesto na Praça Tharir, deixou pelo menos 235 feridos. Segundo um funcionário do aeroporto do Cairo, o embaixador de Israel no Egito, Yitzhak Levanon, e sua família pegaram um avião para retornar a seu país.
A invasão da sede diplomática começou na tarde de sexta-feira, quando manifestantes armados com martelos, barras de ferro e cordas destruíram o muro erguido nos últimos dias pelas autoridades egípcias em frente ao prédio, alvo de protestos nos últimos dias.
A polícia lançou bombas de gás lacrimogêneo para dispersar a multidão, mas não conseguiu impedir a invasão do prédio. As relações entre Israel e Egito passam por uma fase delicada, desde a morte de cinco policiais egípcios no dia 18 de agosto, em um ataque das forças israelenses na região de Eliat, na fronteira entre os dois países.
O Egito foi o primeiro país árabe a fazer um acordo de paz com o Estado hebreu em 1979. Segundo a Casa Branca, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, telefonou para o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, manifestando "grande preocupação" com os fatos, relatando um pedido feito ao Egito para que "honre suas obrigações internacionais visando a salvaguardar a segurança da embaixada israelense".