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Três pilotos argentinos são presos por jogarem freira e outras 4 mulheres de avião

Acusados teriam comandado 20 "voos da morte" durante a ditatura no país

Três oficiais da Guarda Costeira foram detidos sob a acusação de participarem de um "voo da morte", no qual uma freira francesa e outras quatro mulheres foram jogadas vivas de um avião no mar durante o regime ditatorial na Argentina. O crime ocorreu em 1977, informou nesta terça-feira uma fonte judicial. Alejandro Domingo D'Agostino, Enrique José de Saint Georges e Mario Daniel Arru foram indiciados criminalmente.

As três pessoas detidas, que eram da Prefeitura (Guarda Costeira), uma delas atual piloto de voos internacionais da Aerolíneas Argentinas, comandaram o voo no qual foram assassinadas Léonie Duquet e quatro integrantes da organização humanitária Mães da Praça de Maio. O juiz federal Sergio Torres, encarregado do caso, também ordenou a detenção de um advogado e de um integrante da Marinha de Guerra, ambos na província de Mendoza.

Os corpos, entre eles o da fundadora do grupo Mães da Praça de Maio, Azucena Villaflor, foram encontrados em 2005, enterrados como indigentes no cemitério de uma cidade litorânea. As vítimas foram encontradas em uma praia, depois de serem arrastadas pelo mar.

Centenas dos cinco mil desaparecidos do campo de extermínio da Escola de Mecânica da Marinha (ESMA) foram sequestrados e jogados vivos no mar, segundo denúncias de organizações defensoras dos Direitos Humanos. "Os pilotos são suspeitos de outros 20 casos de 'voos da morte'", relatou uma fonte judicial. Cerca de 30.000 pessoas desapareceram durante a ditadura, segundo organizações humanitárias.

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