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Trabalhadores portuários encerram greve nos EUA após acordo sobre salários e prorrogação de convênios

Com participação de 45.000 trabalhadores, a greve interrompeu a operação de 36 portos do país por onde passam diversos tipos de mercadorias, desde alimentos até produtos eletrônicos

"Com efeito imediato, todas as ações em curso cessarão", asseguraram
"Com efeito imediato, todas as ações em curso cessarão", asseguraram Foto : Mark Felix / AFP / CP

Os trabalhadores portuários dos Estados Unidos encerraram uma greve de três dias, após fecharem nesta quinta-feira um "acordo de princípio" sobre os salários e uma prorrogação do convênio, anunciaram na noite desta quinta-feira o sindicato e os empregadores, em comunicado conjunto.

A Associação Internacional de Estivadores (ILA, na sigla em inglês) iniciou a paralisação na primeira hora de terça-feira, depois que as negociações com a Aliança Marítima dos Estados Unidos (USMX), que representa as empresas de transporte e as operadoras de terminais, chegaram a um impasse.

A greve, na qual participaram 45.000 trabalhadores segundo a ILA, interrompeu a operação de 36 portos do país por onde passam diversos tipos de mercadorias, desde alimentos até produtos eletrônicos, a poucas semanas das eleições presidenciais.

Na noite desta quinta, ambas as partes anunciaram que "fecharam um acordo de princípio sobre os salários e concordaram em prorrogar o contrato marco até 15 de janeiro de 2025, a fim de retornar à mesa para negociar todas as demais questões pendentes".

"Com efeito imediato, todas as ações em curso cessarão", asseguraram.

O comunicado não detalha os termos do acordo, mas o Wall Street Journal, citando fontes próximas, informou que a USMX propôs um aumento salarial de 62% em seis anos, o que permitiu a conclusão do acordo.

Esta foi a primeira greve desde 1977, depois que as negociações chegaram a um impasse pelas exigências sindicais de um aumento salarial significativo e de proteção contra perdas de empregos relacionadas com a automação.

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