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Ele é o segundo principal integrante do Conselho Nacional de Transição (CNT), órgão político dos rebeldes. "Construímos agora uma nova Líbia, com todos os líbios como irmãos por uma nação unida, civil e democrática", acrescentou. "Haverá uma primeira eleição constitucional, mas devemos ser dignos da revolução e construir um novo país", completou.
O CNT foi oficialmente criado em 27 de fevereiro em Benghazi (leste), nos dias posteriores ao início da revolta popular contra o regime de Kadhafi. A "declaração constitucional", última parte do plano elaborado pelos rebeldes tendo em vista a queda do coronel, prevê desde a transferência do CNT de Benghazi a Trípoli, e depois a nomeação, em um prazo máximo de 30 dias, de um gabinete executivo temporário ou governo interino, encarregado de controlar os assuntos do país.

Rebeldes comemoraram com tiros para cima a tomada do complexo de Kadafhi | Foto: Filippo Monteforte / AFP / CP
Invasão ao quartel
Mesmo após invadirem o QG, os rebeldes líbios informaram não ter encontrado pistas do coronel e dos filhos dele no local. "Bab al-Aziziya está sob nosso total controle agora. O coronel Kadhafi e seus filhos não estão lá", afirmou o comandante dos rebeldes, coronel Ahmed Omar Bani. "Ninguém sabe onde eles estão", acrescentou.
O comandante rebelde, no entanto, foi categórico: "Vencemos a batalha". Segundo ele, 90% do complexo de Bab al-Azizya foi controlado, embora ainda existam alguns bolsões de resistência. Os rebeldes também anunciaram ter assumido o controle do porto petroleiro de Ras Lanuf, que fica a caminho da cidade natal de Kadhafi, Sirte.