“Até o momento não temos qualquer informação sobre problemas nos freios”, destacou o responsável em entrevista coletiva após a primeira análise da “caixa preta”. Antes da coletiva do NTSB, o governador do Estado de Nova Iorque, Andrew Cuomo, já havia apontado o excesso de velocidade como a causa do acidente.
“Após trabalhar durante o dia com os especialistas, acredito que isto está ligado ao excesso de velocidade”, disse Cuomo à rede de televisão NBC, depois de citar três hipóteses: “Problema nos trilhos, falha no equipamento e erro do maquinista”. O maquinista do trem já foi ouvido e está em condição estável e consciente.
De acordo com a imprensa local, o maquinista teria mencionado o mau funcionamento dos freios como causa do descarrilamento. A investigação exigirá entre sete e dez dias e o NTSB analisará os trilhos, a sinalização, freios, procedimentos, e por que razão os passageiros morreram ou ficaram feridos.
O acidente aconteceu às 7h20min local (10h20min de Brasília) de domingo, quando o trem tentava fazer uma curva, pouco antes da estação de Spuyten Duyvil, ao Norte de Manhattan, na confluência dos rios Hudson e Harlem. Sete vagões do trem descarrilaram, com quase 150 passageiros. Quatro vagões saíram da via e terminaram em uma área de mata próxima. Um deles parou a poucos metros do rio Harlem, que separa o Bronx do norte de Manhattan.
Os mortos são dois homens e duas mulheres com idades entre 35 e 59 anos, todos nascidos no estado de Nova Iorque. Onze feridos estão em condição crítica.