No último dia 24, a composição, com mais de 200 pessoas a bordo, descarrilou a quatro quilômetros de sua chegada à estação de Santiago. Pelo menos 79 pessoas morreram na tragédia. Segundo os dados extraídos das caixas pretas, o maquinista Francisco José Garzón Amo, parecia consultar o trajeto do trem. Ele foi indiciado por homicídio com imprudência.
"Pelo áudio armazenado nas caixas pretas foi possível saber também que o maquinista estava falando por telefone com o pessoal da Renfe (companhia ferroviária espanhola), aparentemente com um controlador, no momento do acidente", explicou o tribunal. "Pelo conteúdo da conversa e pelo ruído de fundo, parece que o maquinista consulta um mapa ou algum documento similar em papel", acrescentou a fonte.
Inúmeros jornais espanhóis afirmaram que o maquinista - que aparentemente conhecia bem o trajeto - teria declarado ao juiz que confundiu o trecho em que se encontrava. "Acreditou estar em um trecho diferente do traçado e quando começou a reduzir a velocidade, era tarde demais para manter o controle da composição", afirmou o jornal El País.