Um tribunal de Jerusalém considerou culpados por assassinato dois menores de idade israelenses por sequestrar e queimar vivo em 2014 um adolescente palestino, um crime que alimentou a escalada de violência antes da guerra de Gaza.
O pronunciamento sobre o terceiro acusado, de 31 anos, considerado o mentor e principal executor do crime, foi adiado, à espera de uma avaliação psiquiátrica. O tribunal determinou que os três acusados sequestraram e assassinaram Mohamad Abu Jdeir em julho de 2014 em Jerusalém.
No entanto, os juízes não anunciaram a pena. Antes, eles pretendem se pronunciar, em 20 de dezembro, sobre o adulto acusado, Yosef Haim Ben David, após a avaliação psiquiátrica. Os advogados do réu apresentaram há alguns dias um documento para alegar que ele não tem responsabilidade penalmente, o que explica a decisão inesperada.
Os juízes anunciarão as penas em 13 de janeiro no caso dos menores de idade, segundo o tribunal. Yosef Haim Ben David, um judeu residente em uma colônia próxima a Jerusalém, explicou aos investigadores após sua detenção que eles pretendiam vingar o sequestro e assassinato, três semanas antes, de três adolescentes israelenses por parte de palestinos na Cisjordânia ocupada. O assassinato de Abu Jdeir aumentou a tensão entre palestinos e israelenses que resultou na guerra na Faixa de Gaza entre julho e agosto de 2014.
Tribunal condena israelenses que queimaram palestino em 2014
Pronunciamento sobre terceiro acusado, considerado mentor do crime, foi adiado