Um tribunal peruano ordenou, nesta segunda-feira, que o ex-presidente Alberto Fujimori seja processado pelo massacre de seis camponeses em 1992. O colegiado decidiu que a ação carece de imunidade apesar de Fujimori ter sido indultado em dezembro.
Fujimori, que cumpria uma condenação de 25 anos de prisão por outros dois massacres executados durante seu governo (1990-2000), foi indultado na véspera de Natal pelo presidente Pedro Pablo Kuczynski. A Procuradoria pede que neste caso processem Fujimori junto com outras 23 pessoas, entre elas ex-integrantes de um grupo paramilitar e das Forças Armadas.
Os procuradores pedem 25 anos de prisão para Fujimori, de 79 anos, a quem acusam de ser o autor dos crimes de homicídio, sequestro e associação criminosa executados pelo esquadrão paramilitar em Pativilca, um povoado ao norte de Lima.
Em 29 de janeiro de 1992, em um momento de grande atividade guerrilheira no Peru, membros do Grupo Colina, integrado por militares, sequestraram e assassinaram seis pessoas nesse povoado.
A advogada das vítimas, Gloria Cano, havia exigido respeito aos direitos das vítimas e que não se aplicava o direito de graça concedido a Fujimori pelo presidente Kuczynski. "Se o direito de graça for aplicado, iremos a instâncias internacionais", declarou Cano à imprensa.
Fujimori foi colocado em liberdade depois de passar 12 anos na prisão como autor mediato da morte de 25 pessoas em duas operações contra subversão em 1991 e 1992 em Barrios Altos e na Universidade La Cantuta.
Tribunal do Peru determina que Fujimori seja indiciado por massacre em 1992
Ex-presidente peruano recebeu indulto de uma condenação de 25 anos