A investigação foi aberta pelo procurador Fatou Bensouda e o TPI explicou, por meio de um comunicado, que a ação faz parte dos procedimentos tomados normalmente sempre que o tribunal recebe uma declaração como a feita pelo governo ucraniano. A partir de agora serão avaliados se são cumpridos os critérios para a abertura de uma investigação, como questões de jurisdição, admissibilidade e os interesses da Justiça.
Em novembro de 2013, começaram os protestos contra o governo do então presidente Viktor Ianukóvitch, além de confrontos entre pró-russos e pró-europeus. Em fevereiro deste ano, Ianukóvitch foi deposto e se refugiou na Rússia, onde ainda permanece. Logo depois, por meio de um referendo na Crimeia, a Rússia anexou o território da península do Mar Negro.
O TPI é uma corte que julga pessoas acusadas de cometer crimes graves contra a comunidade internacional, como genocídios, crimes de guerra e contra a humanidade. Ambos os lados do conflito na Ucrânia fizeram denúncias de ataques às liberdades básicas como de associação, expressão e liberdade dos meios de comunicação.