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Troca de governo no Paraguai não afeta Itaipu, diz Lobão

Segundo ministro de Minas e Energia, hidrelétrica é "praticamente autônoma"

Ministro afirma que a troca de governo não afeta a hidrelétrica Itaipu
Ministro afirma que a troca de governo não afeta a hidrelétrica Itaipu Foto : Pablo Porciuncula / AFP / CP
O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, disse nesta terça-feira que a mudança de governo no Paraguai não deve alterar de forma significativa as relações do Brasil com o país vizinho na usina bilateral de Itaipu. De acordo com o ministro, a hidrelétrica é "praticamente autônoma" e gerida, ao mesmo tempo, por ambos os países, que formam de maneira equilibrada a diretoria.

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"A venda de energia de Itaipu é regulada por um tratado e isso não pode ser modificado, a não ser pela aprovação de ambos os parlamentos. Mesmo se o Congresso paraguaio, por absurdo, alterasse algo, isso não seria aprovado pelo Congresso brasileiro", completou Lobão, durante reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE).

Secretário da OEA quer resolver conflito no Paraguai por meio do diálogo

O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, disse nesta terça-feira que a entidade só atua para resolver conflitos por meio do diálogo com as partes. Ele recordou que durante o golpe que depôs o ex-presidente de Honduras, Manuel Zelaya, a OEA não interveio no processo.

Insulza afirmou que o que ocorre no Paraguai é uma crise constitucional devido ao impeachment de Fernando Lugo, mas disse acreditar que não houve um golpe de estado como denunciam o ex-presidente e grande parte da comunidade internacional.

“Não quero dar qualificações, o [ex-presidente Lugo] não falou em golpe constitucional. Houve uma decisão do Congresso [paraguaio] com a maioria necessária, mas não se deu a ele a possibilidade de se defender”, explicou.
O secretário-geral disse que o papel da OEA não será o de anular o impeachment. “Não vamos arbitrar o problema. Não vamos ser um tribunal que diga quem tem a razão. O que nós podemos fazer é buscar uma saída construtiva”, destacou.

Hoje e amanhã, a organização irá se reunir para tratar da crise no Paraguai, uma reunião extraordinária do Conselho Permanente foi convocada para debater o tema.


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