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Tropas brasileiras reforçam cuidados para evitar o cólera no Haiti

Doença já matou centenas de pessoas no país

Mais de 2 mil militares brasileiros ajudam no combate à colera no Haiti
Mais de 2 mil militares brasileiros ajudam no combate à colera no Haiti Foto : Tony Belizaire / AFP / CP
Os 2,2 mil militares brasileiros no Haiti reforçaram os cuidados para evitar a contaminação por cólera, embora estejam menos suscetíveis à doença que já matou centenas de pessoas no país. A tropa brasileira, formada por efetivos do Comando Militar do Sul, do Oeste e do Planalto, está alojada em instalações arejadas e tem à disposição frascos com álcool gel. A regra é higienizar as mãos e os coturnos sempre que retornam à base. “Até o momento, os casos de cólera ocorreram em locais de saneamento precário e onde há consumo de água não tratada, em região localizada a cerca de 100 quilômetros ao Norte de Porto Príncipe”, salientou o subcomandante do Batalhão de Infantaria de Forca de Paz no Haiti (Brabatt 2/13), coronel José Carlos Braga de Avellar.

O subcomandante ressaltou que a incidência do cólera é maior na região de Artibonite, no Centro do país. “Os casos diagnosticados em Porto Príncipe são de pessoas procedentes dessa região”, explicou. De acordo com o coronel, todas as medidas de prevenção contra doenças infecciosas estão sendo tomadas, principalmente contra a malária, com borrifadas diárias de inseticida e uso de repelente.

O subcomandante disse que a água utilizada no batalhão é proveniente de poço artesiano e tratada por osmose reversa - processamento que separa a água dos contaminantes. Segundo ele, em recente visita de apoio logístico, integrantes do Instituto Biológico do Exército atestaram a excelente qualidade da água consumida no Brabatt 2/13. “Os gêneros alimentícios são de procedência confiável”, frisou Avellar, acrescentando que a higiene no serviço de aprovisionamento - cozinha e refeitórios - é observada com rigor, como o álcool disponibilizado para a higienização das mãos antes das refeições.

Ao enviar relato da situação ao Comando Militar do Sul, por e-mail, o coronel revelou que toda a rede de esgoto do batalhão é encanada. “ Constantemente, são relembradas as medidas de higiene que cada militar deve adotar, principalmente no retorno das patrulhas”, enfatizou.

O Brabatt 2/13 ainda participa de uma campanha de instrução à população haitiana, com orientações específicas para a prevenção da doença. “Os cuidados, que já são rotineiros, têm sido intensificados e constituem uma barreira para a ocorrência da doença no contingente brasileiro”, observou. O coronel relatou que caso algum militar contraia o cólera, o atendimento médico do batalhão tem os meios necessários de tratamento. “Continuamos contando com suas orações para que nossa missão continue sendo tão bem cumprida como vem ocorrendo até agora”, disse.


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