A saída de Mubarak após uma revolta popular de 18 dias levantou dúvidas sobre a estabilidade a longo prazo do Iêmen e outros governos aliados do Ocidente na região. O presidente iemenita, Ali Abdullah Saleh, está no poder há três décadas e tentou conter a agitação popular com a promessa de não deixar o cargo ao fim do atual mandato.
Testemunhas disseram que vários milhares de manifestantes foram retirados das ruas de Sanaa por tropas e agentes de segurança à paisana na noite de sexta-feira.
Argelianos tomam as ruas e enfrentam polícia
Milhares de pessoas desafiam uma proibição oficial de manifestações na capital argeliana e se reúnem no centro da cidade para exigir mudanças no regime de governo, um dia após a queda do presidente egípcio, Hosni Mubarak. Os manifestantes dizem "não à polícia" e "fora Bouteflika", contra o mandatário argeliano, Abdelaziz Bouteflika, que está no poder desde 1999. Cerca de 10 mil pessoas tomaram o centro de Argel, segundo a Coordenação para Mudança Democrática na Argélia - um grupo formado por ativistas de direitos humanos, advogados, sindicalistas e outras categorias -, que organizou a marcha, para pressionar por reformas que conduzam o país em direção à democracia.
Os manifestantes entraram em confronto com policiais que tentavam bloquear as ruas e dispersar a multidão. Desde a noite de ontem, forças de segurança se preparavam para conter os protestos. As informações são da Dow Jones e da Associated Press.