Uma autoridade do Departamento do Estado citou comentários feitos pela alta comissária da Organização das Nações Unidas (ONU) para os Direitos Humanos, Navi Pillay, e um relatório do grupo
Human Rights Watch, dizendo que as forças de Kadhafi haviam usado munições de fragmentação. O Pentágono não comentou de imediato as declarações de Clinton.
Tanto Hillary Clinton como o ministro das Relações Exteriores holandês, Uri Rosenthal, em visita aos EUA, disseram numa entrevista coletiva que líder líbio precisa deixar o poder. "O coronel Kadhafi e seu regime perderam toda a legitimidade e ele precisa renunciar. Quanto mais rápido, melhor," afirmou Rosenthal.
Depois das revoluções no Egito e na Tunísia, os líderes do Ocidente esperavam que Kadhafi também fosse derrubado em pouco tempo, especialmente depois dos ataques aéreos da Otan, mas o líder líbio resistiu. Clinton disse que "publicamente e em particular aconselhou por algum grau de paciência" e salientou que o bombardeio ocidental contra os alvos na Sérvia durou 78 dias.
"Misrata é uma batalha urbana brutal que está acontecendo agora onde o regime de Kadhafi tem promovido atividades deploráveis, que alvejam diretamente os civis," afirmou ela. "Mas os combatentes da oposição estão se defendendo contra esse ataque violento."
Um dia depois de dois jornalistas ocidentais morrerem em Misrata, Clinton pediu que as autoridades líbias libertem imediatamente todos os norte-americanos detidos, incluindo ao menos dois jornalistas.