"Vamos construir um grande muro na fronteira sul", disse Trump em um comício na cidade de Phoenix (Arizona), pouco depois de sua polêmica reunião com o presidente mexicano, Enrique Peña Nieto. "O México vai pagar pelo muro, acreditem. Ainda não sabem disso, são pessoas grandiosas, mas vão pagar pelo muro", acrescentou. Mais tarde, o presidente mexicano reagiu pelo Twitter, afirmando que deixou claro no começo da conversa com Trump que não pagará pelo muro.
No mesmo discurso, Trump prometeu que se chegar à Casa Branca excluirá qualquer possibilidade de regularização para os imigrantes que entrem ilegalmente nos Estados Unidos. "Nossa mensagem ao mundo será: você não pode obter status legal ou se tornar cidadão dos Estados Unidos entrando ilegalmente no nosso país. Apenas esta declaração deterá a crise dos imigrantes ilegais", garantiu.
Segundo Trump, a sua prioridade será a deportação de criminosos e delinquentes que tenham vistos vencidos, além dos "milhões" de imigrantes ilegais que, de acordo com ele, entraram durante o atual governo. O candidato presidencial norte-americano comentou que triplicará o número de funcionários da agência de imigração e criará um departamento especializado na deportação de criminosos perigosos.
O plano do republicano inclui ainda o cancelamento das ordens presidenciais de Barack Obama que protegem milhões de imigrantes ilegais da deportação e a suspensão do financiamento federal para as chamadas "cidades santuário", que proíbem a discriminação contra trabalhadores sem documentos.