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Trump afirma que respeitará a política de "uma só China"

Anuncio ocorre na primeira conversa telefônica entre os dois governantes

Anuncio ocorre na primeira conversa telefônica entre os dois governantes
Anuncio ocorre na primeira conversa telefônica entre os dois governantes Foto : Nicholas Kamm / AFP / CP
O presidente Donald Trump ligou para o colega chinês Xi Jinping e assegurou que respeitará a política de "uma só China", anunciou a Casa Branca ao informar sobre a primeira conversa telefônica entre os dois governantes desde que Trump chegou ao poder.

"O presidente Trump concordou, a pedido do presidente Xi, em respeitar nossa política de 'uma só China'", afirma a Casa Branca em um comunicado, que também menciona que os dois governantes fizeram "convites para reuniões em seus respectivos países".

Em uma resposta rápida, Xi saudou o anúncio americano sobre este tema sensível, que havia abalado as relações entre as duas potências depois que Trump havia sugerido que a questão deveria ser objeto de uma negociação. "Xi Jinping saúda a reafirmação por Trump da adesão do governo americano ao princípio da China única", informou o canal estatal CCTV em seu site.

A Casa Branca classificou a conversa telefônica - que aconteceu um dia antes de uma reunião de Trump com o primeiro-ministro japonês Shinzo Abe - como "extremamente cordial" e destacou que os presidentes "esperam com impaciência avançar em suas conversas com resultados positivos".

Na quarta-feira, o chefe de Estado americano enviou uma carta a Xi Jinping na qual afirmava que esperava manter uma "relação construtiva que beneficie tanto os Estados Unidos como a China", informou o porta-voz da presidência Sean Spicer.

Entre sua vitória eleitoral em novembro e a posse no final de janeiro, Trump irritou profundamente Pequim ao aceitar uma ligação de felicitações da presidente de Taiwan, Tsai Ing-wen. Em nome do "princípio de um só China", Pequim não aceita que seus sócios tenham relações diplomáticas com a ilha, que considera como uma província rebelde. Trump afirmou em dezembro que não considerava necessariamente estabelecido o princípio de "um só China".

O governo dos Estados Unidos rompeu em 1979 as relações diplomáticas com Taiwan e reconheceu o regime comunista da China continental como a única autoridade legítima chinesa. Mas Washington mantém vínculos comerciais com Taiwan e vende armas à ilha.