Hiring manythousands of judges, and going through a long and complicated legal process, is not the way to go - will always be disfunctional. People must simply be stopped at the Border and told they cannot come into the U.S. illegally. Children brought back to their country...... — Donald J. Trump (@realDonaldTrump) June 25, 2018
No dia anterior, na mesma rede social, ele disse que era favorável a esse caminho. Conforme a lei, o Estado tem que respeitar garantias mínimas para que o resultado de um processo judicial seja justo e equitativo, um preceito que inclui o direito das pessoas de poderem comparecer frente a um juiz e, se for o caso, pedir refúgio. Para Trump, esse sistema "sempre será disfuncional".
"Contratar milhares de juízes e passar por um longo e complicado processo legal não é o caminho a seguir - sempre será disfuncional", disse o governante, no Twitter.
We cannot allow all of these people to invade our Country. When somebody comes in, we must immediately, with no Judges or Court Cases, bring them back from where they came. Our system is a mockery to good immigration policy and Law and Order. Most children come without parents... — Donald J. Trump (@realDonaldTrump) June 24, 2018
De acordo com o presidente americano, as ações que estão sendo feitas e a construção do muro na fronteira com o México são as soluções "reais" para interromper a imigração em massa no país. Ontem, a União Americana pelas Liberdades Civis (ACLU), um dos principais grupos dos Estados Unidos no tema, emitiu um comunicado para alertar sobre a ilegalidade da proposta e pedir aos membros do Congresso que expressem a rejeição formal.
Nos últimos dias, Trump voltou a endurecer o discurso contra a imigração irregular em uma aparente tentativa de afastar o foco midiático das famílias separadas na fronteira. Nos últimos meses, o governo começou a separar crianças dos pais quando as famílias cruzavam a fronteira sem documento, como método contra a imigração clandestina, mas teve que dar marcha à ré devido às críticas que essa política estava gerando. Até agora, as autoridades conseguiram unir novamente 538 crianças, mas mais de 2 mil continuam detidas, conforme dados divulgados neste fim de semana pelo Departamento de Segurança Nacional.
Entre essas crianças há brasileiros. O Ministério das Relações Exteriores do Brasil emitiu uma nota, no último dia 20, informando que acompanha com muita preocupação o caso e que isso "configura uma prática cruel e em clara dissonância com instrumentos internacionais de proteção aos direitos da criança". Na nota, o governo brasileiro disse estar, por exemplo, mapeando todos os abrigos para identificar novos casos; intensificando monitoramento e assistência consular aos menores; e orientando famílias sobre procedimentos legais.