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Trump agora acredita que jornalista foi morto e prevê "consequências severas"

Presidente dos EUA acredita que Arábia Saudita terá de responder por ato

Presidente dos EUA acredita que Arábia Saudita terá de responder por ato
Presidente dos EUA acredita que Arábia Saudita terá de responder por ato Foto : Mohamed Al-Shaik / AFP / CP
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reconheceu nesta quinta-feira que agora acredita que o jornalista Jamal Khashoggi está morto. Ele alertou para consequências "muito severas" se a Arábia Saudita for considerada responsável. "Certamente parece isso para mim. É muito triste", declarou Trump a jornalistas quando perguntado se ele acreditava que Khashoggi, que desapareceu há mais de duas semanas, não está mais vivo.

Além disso, o presidente norte-americano garantiu que se os árabes forem responsáveis por sua morte, como especulam muitos meios de comunicação com base em provas de áudio gravadas no consulado em 2 de outubro, as consequências para o reino serão "severas".

O secretário do Tesouro norte-americano, Steven Mnuchin, anunciou nesta quinta-feira que não assistirá a uma conferência econômica celebrada em Riad, em um sinal do endurecimento da posição de Washington contra a Arábia Saudita. O secretário americano de Estado, Mike Pompeo, revelou ter aconselhado Trump a dar "mais alguns dias" à Arábia Saudita para "completar" a investigação.

"Eu disse ao presidente Trump esta manhã que deveríamos dar a eles mais alguns dias", disse Pompeo, "Para que nós também tenhamos uma compreensão completa dos fatos" em torno do desaparecimento de Khashoggi. "Isso permitirá tomar decisões sobre como os Estados Unidos devem responder a este caso", acrescentou.

No começo desta semana, Trump havia levantado a possibilidade de que o jornalista tivesse sido assassinado por pessoas não relacionadas ao poder saudita. Khashoggi foi visto pela última vez entrando no consulado da Arábia Saudita em Istambul, no dia 2 de outubro, e desde então está desaparecido.

Segundo funcionários turcos, o jornalista crítico do poderoso príncipe herdeiro saudita, Mohamed bin Salman, foi assassinado no consulado por agentes de Riad. Quatro conhecidos grupos de defesa dos direitos humanos e da liberdade de imprensa pediram à Turquia que solicite uma investigação das Nações Unidas para impedir o "encobrimento" do suposto crime.

O Comitê para a Defesa dos Jornalistas, a Human Rights Watch, a Anistia Internacional e a Repórteres Sem Fronteiras assinalaram que uma investigação estabelecida pelo secretário-geral da ONU, António Guterres, esclareceria o caso.