O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quinta-feira que era provável que Teerã estivesse envolvida no ataque de um piloto em um voo da flydubai para Israel e que o Irã seria "atingido com muita força" se isso fosse confirmado. O copiloto teria agredido o comandante antes que os passageiros conseguissem impedir a queda do avião. O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu disse que o homem havia sido submetido a uma "doutrinação islamista radical".
"Estamos trabalhando nisso neste momento", disse Trump quando jornalistas na Casa Branca perguntaram se o Irã estava envolvido no incidente no voo de Dubai para Tel Aviv. Questionado sobre se os Estados Unidos retaliariam contra o Irã caso o país fosse responsável pelo ataque, Trump respondeu: "Ah, eles serão atingidos com muita força, não se preocupem".
A ameaça de retaliação do presidente americano ocorreu enquanto ele adotava um tom mais duro sobre as negociações com o Irã, que estão estagnadas. Trump declarou à revista Time que era "possível" retomar os bombardeios contra o Irã após as eleições legislativas de meio de mandato nos Estados Unidos, no próximo mês.
Os republicanos temem perder o controle do Congresso nas eleições de 3 de novembro, com os índices de aprovação de Trump próximos dos níveis mais baixos já registrados devido à guerra com o Irã e ao aumento do custo de vida provocado pelos altos preços do petróleo.
- Trump afirma que “Irã será atingido com muita força”
- Passageiros relatam pânico em avião da Flydubai: “Pensaram que iriam morrer”
- Reino Unido vê "fortes indícios” de envolvimento do Irã em incidente na base aérea
"Ao aniquilar o Irã, criamos paz no mundo. Com o Irã, não acho que jamais se possa ter paz", advertiu Trump, segundo as declarações reproduzidas pela Time. O Irã afirma que mantém o controle sobre o estratégico Estreito de Ormuz mais de sete meses após os ataques iniciais dos Estados Unidos e de Israel.
Trump afirma que suas forças mobilizadas no estreito conseguiram aumentar progressivamente a passagem de navios que transportam hidrocarbonetos. Os Estados Unidos se preparam para enviar um terceiro porta-aviões e até 10.000 militares adicionais ao Oriente Médio antes do fim de novembro, informou o Wall Street Journal.