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Trump ameaça aliados da Rússia com 'tarifas muito duras' se não houver acordo sobre Ucrânia

Presidente dos EUA está cada vez mais frustrado com seu homólogo russo, Vladimir Putin

Trump fez anúncio na Casa Branca ao lado do secretário-geral da Otan, Mark Rutte
Trump fez anúncio na Casa Branca ao lado do secretário-geral da Otan, Mark Rutte Foto : ANDREW CABALLERO-REYNOLDS / AFP

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou nesta segunda-feira (14) impor "tarifas muito duras" aos aliados da Rússia se não houver acordo sobre a guerra na Ucrânia "dentro de 50 dias". Trump está cada vez mais frustrado com seu homólogo russo, Vladimir Putin.

"Aplicaremos tarifas secundárias se não chegarmos a um acordo em 50 dias. É muito simples, (as tarifas) serão de 100%", disse Trump na Casa Branca ao lado do secretário-geral da Otan, Mark Rutte.

O presidente americano, que emitiu vários sinais contraditórios em relação à Ucrânia, anunciou neste fim de semana que enviará mais sistemas de defesa aérea Patriot para o país, essenciais para conter os ataques russos. O presidente russo, Vladimir Putin, se recusa a encerrar a invasão, iniciada em fevereiro de 2022, apesar dos apelos de Donald Trump por negociações.

Após seu retorno à Casa Branca em janeiro, Trump tentou entrar em contato com Putin e negociar com ele o fim da invasão da Ucrânia, iniciada em fevereiro de 2022. Mas, após várias rodadas de negociações infrutíferas entre Moscou e Kiev, o processo diplomático estagnou e Donald Trump parece estar perdendo a paciência. Ele chegou a dizer na semana passada que estava "decepcionado" com Vladimir Putin.

Uma reunião "produtiva"

A ofensiva russa contra a Ucrânia se intensificou nas últimas semanas, coincidindo com o impasse nas negociações lideradas pelos Estados Unidos para encerrar os combates. Moscou bate recordes a cada semana em número de drones lançados, fornecidos por uma indústria de defesa operando em plena capacidade. Nesse contexto, o presidente ucraniano Volodimir Zelensky declarou nesta segunda-feira que teve uma reunião "produtiva" com o enviado especial americano, Keith Kellogg, que está em Kiev, e que ambos discutiram o fortalecimento da defesa aérea.

Kellogg chegou a Kiev nesta segunda-feira, após Trump anunciar a entrega dos novos sistemas de defesa aérea Patriot no domingo. "Discutimos o caminho para a paz e o que podemos fazer juntos, na prática, para nos aproximarmos dela", escreveu Zelensky nas redes sociais após a reunião. "Isso inclui o fortalecimento da defesa aérea da Ucrânia, a produção conjunta e a aquisição de armas de defesa em colaboração com a Europa".

O presidente ucraniano disse que também conversou com Kellogg sobre seu apelo para impor novas sanções contra a Rússia e os países que apoiam sua ofensiva militar."Está claro que Moscou não vai parar a menos que suas ambições irracionais sejam contidas pela força", declarou Zelensky.

Vários congressistas americanos, incluindo republicanos como Trump, estão pressionando o presidente a tomar novas medidas. Trump se recusou até agora, dizendo que quer dar uma chance à diplomacia. Na frente ucraniana, os militares russos permanecem na liderança.

O Ministério da Defesa russo afirmou nesta segunda-feira ter ocupado duas pequenas cidades ucranianas: Mayak, na região de Donetsk, e Malynivka, no sul da região de Zaporizhzhia. Os ataques desta segunda-feira deixaram pelo menos três civis mortos nas regiões de Kharkiv e Sumy, ambas na fronteira com a Rússia e nordeste da Ucrânia, segundo autoridades locais. Zelensky também propôs nesta segunda-feira nomear a ministra da Economia, Yulia Sviridenko, como primeira-ministra, em substituição a Denis Shmigal