O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou neste sábado (21) utilizar agentes do Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas (ICE) nos aeroportos diante da falta de pagamento aos agentes de segurança por um bloqueio orçamentário parcial.
Em publicação na rede Truth Social, o republicano afirmou que, caso os democratas não concordem em liberar recursos para o pagamento dos funcionários da Administração de Segurança no Transporte (TSA), recorrerá à medida.
“Vou transferir nossos brilhantes e patrióticos agentes do ICE para os aeroportos, onde eles ficarão encarregados da segurança como ninguém jamais viu”, declarou.
A ameaça ocorre em meio ao agravamento dos efeitos do impasse fiscal, que já impacta diretamente o funcionamento dos aeroportos. Desde meados de fevereiro, recursos destinados ao Departamento de Segurança Interna (DHS) estão congelados por divergências entre democratas e republicanos no Congresso, especialmente em torno das práticas do ICE.
Com isso, agentes da TSA — considerados trabalhadores essenciais — seguem atuando sem remuneração desde março. A situação tem provocado aumento nas faltas e longas filas nos controles de segurança, com tempos de espera que, em alguns casos, chegam a várias horas.
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Musk se oferece para pagar salário de agentes em aeroportos dos EUA durante paralisação orçamentária
O bilionário Elon Musk afirmou neste sábado, 21, que está disposto a cobrir temporariamente os salários dos agentes afetados. Em publicação na rede social X, Musk disse que gostaria de pagar os vencimentos dos funcionários da TSA durante o impasse, que, segundo ele, “está afetando negativamente a vida de tantos americanos em aeroportos de todo o país”.
Ao todo, cerca de 65 mil funcionários da TSA permanecem sem receber salário integral. Estimativas indicam que os rendimentos anuais desses profissionais variam entre 50 mil e 60 mil dólares, o que representa um custo anual de bilhões de dólares. Enquanto isso, milhares de outros trabalhadores do DHS estão em licença forçada ou atuando sem pagamento, aprofundando os impactos do bloqueio orçamentário sobre serviços considerados essenciais.