O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aprovou a execução por pelotão de fuzilamento do psiquiatra do Exército norte-americano Nidal Malik Hasan, condenado pelo assassinato de 13 pessoas em 2009, em uma base militar no Texas, informou o Pentágono nesta segunda-feira (5). A execução de Hasan, responsável pelo ataque na base de Fort Hood, será a primeira realizada pelas Forças Armadas dos Estados Unidos desde 1961.
O secretário de Defesa, Pete Hegseth, “recomendou — e o presidente Donald J. Trump aprovou — a pena de morte por pelotão de fuzilamento do Exército dos Estados Unidos para o terrorista condenado Nidal Malik Hasan”, declarou o porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, em uma publicação no X. “O secretário do Exército determinará a hora e o local da execução. O dia do julgamento para Hasan finalmente chegou”, escreveu Parnell.
Hasan, muçulmano nascido nos Estados Unidos e de origem palestina, foi condenado à morte por um júri militar em 2013 por perpetrar o ataque armado em massa em Fort Hood, inspirado pela Al Qaeda. Ele optou por fazer a própria defesa durante o julgamento, mas não convocou testemunhas nem prestou depoimento, e não negou as acusações. Os advogados de defesa designados pelo tribunal manifestaram preocupação de que Hasan buscasse a própria execução.
O tribunal que condenou Hasan foi informado de que ele se opunha às ocupações norte-americanas do Iraque e do Afeganistão. Também foram apresentadas informações sobre conversas online com o clérigo radical Anwar al-Awlaki, uma suposta figura da Al Qaeda. Cidadão norte-americano, Al-Awlaki morreu em um ataque de drone dos Estados Unidos no Iêmen.