Donald Trump avalia "ativamente" com sua equipe a compra da Groenlândia da Dinamarca, segundo informou nesta quarta-feira (7) a Casa Branca, que não descartou a opção militar para que os Estados Unidos anexem esse território rico em recursos e de grande interesse geoestratégico.
"É algo que o presidente e sua equipe de segurança nacional estão debatendo ativamente neste momento", respondeu a secretária de imprensa, Karoline Leavitt, a uma pergunta sobre uma possível oferta dos Estados Unidos para comprar o território autônomo.
Questionada sobre por que Trump não descartava uma ação militar contra um membro da Otan, Leavitt respondeu: "Isso não é algo que este presidente faça. O presidente Trump sempre tem todas as opções sobre a mesa".
Os governos da Groenlândia e da Dinamarca solicitaram uma reunião com o secretário de Estado americano, Marco Rubio, para "discutir as declarações dos Estados Unidos sobre a Groenlândia", afirmou no Facebook a chefe da diplomacia groenlandesa, Vivian Motzfeldt. Por sua vez, o chefe da diplomacia dinamarquesa afirmou que uma reunião com Marco Rubio deve servir para "dissipar alguns mal-entendidos".
"Fizemos o pedido ontem", disse o chanceler dinamarquês, Lars Løkke Rasmussen, ao deixar uma reunião com a comissão parlamentar de Relações Exteriores.
A intervenção militar dos EUA na Venezuela reacendeu os planos de Trump para o território do Ártico, que possui jazidas inexploradas de terras raras e poderia desempenhar um papel fundamental à medida que o derretimento do gelo polar abre novas rotas marítimas.
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O primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, reiterou que a Groenlândia não está à venda e que somente os groenlandeses devem decidir seu futuro. Groenlândia e Dinamarca querem se reunir rapidamente com Rubio após as ameaças de Trump.
Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Polônia e Espanha já haviam se juntado à Dinamarca ao reafirmar seu compromisso com os "princípios universais" de "soberania, integridade territorial e inviolabilidade das fronteiras". "Este apoio é importante quando os princípios internacionais fundamentais estão sendo desafiados", escreveu Nielsen nas redes sociais. "Por esse apoio, desejo expressar minha mais profunda gratidão", acrescentou.