O presidente afirmou que estava cancelando a viagem porque estava descontente com a localização da nova embaixada e o preço que ela custou. "A razão por eu ter cancelado minha viagem a Londres é que não sou um grande fã do fato da administração Obama ter vendido talvez a melhor e mais bem localizada embaixada em Londres por 'uma ninharia', só para construir outra em um endereço de 1,2 bilhão de dólares", tuitou Trump.
"Péssima ideia. Queriam que eu cortasse a fita-NÃO!", acresentou. Trump também mencionou uma visita de estado à Grã-Bretanha, mas não informou uma data.Reason I canceled my trip to London is that I am not a big fan of the Obama Administration having sold perhaps the best located and finest embassy in London for “peanuts,” only to build a new one in an off location for 1.2 billion dollars. Bad deal. Wanted me to cut ribbon-NO! — Donald J. Trump (@realDonaldTrump) 12 de janeiro de 2018
Trump também mencionou uma visita de estado à Grã-Bretanha no futuro, mas não informou uma data. Um aliado britânico de Trump, Nigel Farage, ex-líder do partido antieuropeu UKIP, disse que a decisão é decepcionante. "Ele foi a países de todo mundo e, no entanto, não vem no país que é mais próximo dele", explicou em seu programa de rádio na cadeia LBC. "Talvez não tenha gostado de um aspecto que teria sua visita", acrescentou, aludindo às manifestações que a oposição trabalhista preparava com ele.
As relações entre o Reino Unido e Trump têm se revelado difíceis. A primeira-ministra conservadora Theresa May o convidou para uma visita de Estado quando ele assumiu o poder, estreitando sua cumplicidade no momento em que o país se prepara para romper com a União Europeia. No entanto, esta visita de Estado - ao contrário da de trabalho que Trump cancelou - não foi oficialmente anulada, mas ainda não tem datas definidas, apesar de ser preparada com a antecedência protocolar necessária.
"Não é bem-vindo"
Trump bateu de frente várias vezes com o prefeito de Londres, Sadiq Khan, sempre depois de atentados na capital inglesa, por seus ataques aos muçulmanos, e recentemente retuitou posts do grupo de ultradireita xenófobo Britain First.
May reprovou seu erro e ele contra-atacou dizendo que ela deveria se preocupar com seus assuntos. O prefeito elogiou a suspensão da viagem, que teria sido mais uma dor de cabeça do ponto de vista de segurança. "Muitos londrinos deicaram claro que Donald Trump não é bem-vindo. Parece que ele finalmente entendeu isso", comentou.
Outras figuras trabalhistas se uniram a Khan. "É uma pessoa que promove o ódio e a propaganda de uma organização de extrema-direita neste país. Não estou certo de que seria apropriado pedir que viesse nessas circunstâncias", declaro o deputado Chuka Umunna. Os Estados Unidos venderam sua embaixada na praça Grosvenor, no coração do luxuoso bairro de Mayfair, para um fundo de investimentos do Qatar, e mudaram a delegação diplomática para as margens do Tâmisa, em uma zona industrial revitalizada. A obra foi elaborada pelo arquiteto Kieran Timberlake.
O prédio será aberto ao público em 16 de janeiro e esperava-se que Trump fosse inaugurá-lo aproveitando sua visita ao Fórum Econômico de Davos, na Suíça. A nova delegação custou um bilhão de dólares e a antiga, coroada por uma distinta águia gigante, será transformada em um hotel.
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