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Trump critica suspensão pela justiça de seu decreto migratório

No Twitter, presidente americano defendeu medida polêmica avaliando momento do país como "perigoso"

Trump apresenta medida como necessária para combater terrorismo
Trump apresenta medida como necessária para combater terrorismo Foto : Nicholas Kamm / AFP / CP
O presidente americano Donald Trump criticou nesta terça-feira uma Corte de Apelação por ter confirmado a suspensão do seu decreto migratório, novo revés contra a medida acusada de discriminação contra os muçulmanos, mas defendida
em nome do combate ao terrorismo. "Bem, como esperado, (a Corte de Apelação) do 9º Circuíto fez isso de novo - Se opôs à INTERDIÇÃO DE VIAGEM em um momento tão perigoso na história do nosso país. S.C", escreveu Donald Trump no início da manhã no Twitter.


A Corte de Apelação de São Francisco confirmou nessa segunda-feira a suspensão do seu decreto migratório decidida por um tribunal federal do Havaí. A Corte considera, em particular, que o presidente não demonstrou de modo suficiente que a entrada de cidadãos dos seis países visados pelo decreto de população majoritariamente muçulmana (Irã, Líbia, Síria, Somália, Sudão e Iêmen) "prejudicam os interesses dos Estados Unidos".

O presidente, apresenta a medida como necessária para combater o terrorismo e acionou no início de junho a Suprema Corte, a principal instância judiciária americana. Ele, aparentemente, fez referência nesta terça a este recurso com as letras "S.C." (Supreme Court em inglês) no final do seu tuite. No final de janeiro, a primeira versão do decreto, com o qual Donald Trump queria fechar temporariamente as fronteiras dos Estados Unidos a todos os refugiados e cidadãos de sete países predominantemente muçulmanos, causou uma onda de choque no mundo e caos nos aeroportos americanos.

A sua aplicação foi suspensa em 3 de fevereiro por um juiz federal de Seattle. A segunda versão do decreto - reduzido para seis países sem o Iraque - também foi bloqueada pela justiça. Desde o início desta batalha legal, Donald Trump criticou em várias oportunidades as decisões judiciais, às vezes com grande virulência.