O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste domingo (1º) que iniciou conversas com as autoridades de Havana e estima que elas culminarão em um acordo, em um momento em que pressiona Cuba, após a detenção do ex-governante da Venezuela, Nicolás Maduro. “Estamos conversando com o povo de Cuba, com os mais altos responsáveis”, declarou o presidente à imprensa em sua residência na Flórida.
"Vamos ver o que acontece”, acrescentou, mas “acho que vamos chegar a um acordo com Cuba”. Desde a captura de Maduro, em 3 de janeiro, durante um ataque militar de Washington na Venezuela, Trump passou a concentrar suas ameaças nas autoridades comunistas da ilha. “Cuba é uma nação quebrada. É assim há muito tempo, mas agora já não tem a Venezuela para apoiá-la”, disse.
Trump, que já cortou o fornecimento de petróleo venezuelano a Cuba, assinou na quinta-feira um decreto que prevê a imposição de tarifas a países que vendam petróleo a Havana, sob o argumento de que a ilha representa uma "ameaça excepcional”. O governo cubano acusa Trump de querer asfixiar sua população, que sofre periodicamente com apagões e com a falta de combustível nos postos de gasolina.
Mais cedo, ele também comentou sobre a situação tensa com o Irã. Trump respondeu a uma pergunta de jornalistas sobre as declarações do líder em Teerã, Khamenei, e disse: "Esperamos chegar a um acordo. Se não chegarmos, então vamos descobrir se ele tinha razão ou não", afirmou.
As manifestações no Irã começaram como uma expressão de descontentamento com o alto custo de vida, mas evoluíram para um movimento massivo contra o governo, que os líderes do país classificaram como "distúrbios" instigados pelos Estados Unidos e por Israel.