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Trump eleva tom sobre Venezuela: “mais inteligente que Maduro pode fazer é deixar o poder”

Presidente dos EUA ficou a poucas palavras de afirmar que busca depor o líder em Caracas

Governo norte-americano segue ataques a barcos e apreendeu mais petroleiros
Governo norte-americano segue ataques a barcos e apreendeu mais petroleiros Foto : ALEJANDRO PAREDES / AFP

O presidente americano Donald Trump disse nesta segunda-feira (22) que o mais "inteligente" que o mandatário venezuelano Nicolás Maduro pode fazer é renunciar, enquanto pressiona Caracas com um bloqueio em seu litoral voltado à riqueza petrolífera do país sul-americano. Trump anunciou em 16 de dezembro o bloqueio de "petroleiros sancionados" que navegam em direção e a partir da costa venezuelana e, desde setembro, posicionou navios de guerra no Mar do Caribe em uma ofensiva contra o narcotráfico que já deixa mais de 100 mortos.

Ao ser perguntado se seu governo tem o objetivo de derrubar Maduro, o presidente americano respondeu: "Isso depende dele, do que ele queira fazer. Acho que seria inteligente de sua parte fazer isso, renunciar". Contudo, "se ele quiser bancar o durão, será a última vez", acrescentou Trump em tom de ameaça.

Por sua vez, o presidente Nicolás Maduro disse pela tarde que Trump "estaria melhor" se "focasse nos problemas" dos Estados Unidos e não se concentrasse tanto na Venezuela. "Penso que o presidente Trump poderia fazer melhor em seu país e no mundo", afirmou Maduro em um evento transmitido na televisão estatal. "Ele estaria melhor no mundo se focasse nos problemas do seu próprio país. Não é possível que 70% dos seus discursos e declarações sejam [sobre] a Venezuela, mas e os Estados Unidos?", questionou.

Os Estados Unidos já apreenderam dois navios-tanques carregados com petróleo da Venezuela. O país sul-americano considera esse confisco como atos de pirataria e "roubo descarado".

Trump exige a devolução de ativos americanos supostamente roubados e diz que Caracas usa o dinheiro do petróleo para financiar o "terrorismo relacionado com drogas, tráfico de pessoas, assassinato e sequestros".

Os Estados Unidos também pressionam com uma forte presença naval contra embarcações que supostamente transportavam drogas no Caribe e no Pacífico Oriental. Já destruiu cerca de 30 embarcações e pelo menos 104 pessoas morreram nesses ataques.