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Trump envia militares à fronteira com México para conter imigração

Presidente argumentou que situação no Sul do país "atingiu ponto de crise"

Via Crucis desistiu de seguir até a Fronteira em manifestação a favor de imigrantes
Via Crucis desistiu de seguir até a Fronteira em manifestação a favor de imigrantes Foto : Victoria Razo / AFP / CP
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, decidiu nesta quarta-feira mobilizar a Guarda Nacional na fronteira com o México para frear a entrada irregular de imigrantes. A medida foi anunciada após a rejeição de Trump a uma caravana de migrantes centro-americanos em território mexicano que se propunha chegar à fronteira com os Estados Unidos, objetivo que o grupo abandonou nesta quarta-feira.

"A situação na fronteira já atingiu um ponto de crise. A ilegalidade que persiste em nossa fronteira do sul é fundamentalmente incompatível com a segurança e a soberania do povo americano", declarou memorando presidencial firmado nesta quarta-feira. "Esperamos que a mobilização comece imediatamente", disse a secretária de Segurança Interna, Kirstjen Nielsen.

A secretária destacou que esteve "em contato com as contrapartes no México" e garantiu que esses interlocutores "entendem o desejo de nossa administração, assim como a deles, para controlar a entrada ilegal no país". O governo do México disse nesta quarta que o efetivo os Estados Unidos pretendem deslocar para a fronteira comum não portará armas nem fará controle migratório ou alfandegário.

"A Guarda Nacional somente realizará trabalhos de apoio ao Departamento de Segurança Interior", esclareceu a chancelaria mexicana em um comunicado após a reunião em Washington de seu titular, Luis Videgaray, com a secretaria de segurança interior, Kirstjen Nielsen.

A chancelaria acrescentou que se trata de uma ação similar à que houve em 2006 durante o governo de George W. Bush e de 2010 durante o governo de Barack Obama. No entanto, o anúncio sobre a Guarda Nacional foi formulado depois que os responsáveis pela caravana "Via-crúcis Migratória" anunciaram que o grupo terminará sua marcha na Cidade do México, desistindo de chegar à fronteira.

"Nosso trabalho termina na Cidade do México e se outras pessoas precisarem de acompanhamento, teremos uma equipe de apoio na fronteira, mas terão que viajar por conta própria", indicou Irineo Mujica, diretor da ONG Pueblo sin Fronteras, que desde 2010 realiza esta simbólica marcha para dar visibilidade ao drama dos migrantes.

Dezenas de migrantes que viajam com a caravana, parada desde o último fim de semana em Matías Romero, no estado de Oaxaca, preparavam-se para seguir por conta própria o percurso. Alguns deles têm visto para transitar pelo México por 30 dias.