Trump está disposto a falar com o Irã "sem condições prévias", afirma Secretário de Defesa

Trump está disposto a falar com o Irã "sem condições prévias", afirma Secretário de Defesa

Chefe do Pentágono também disse que "não viu evidências" de que Soleimani planejava ataques a quatro embaixadas dos EUA

Correio do Povo

Secretário afirmou que acreditou em Trump sobre ameaças

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ainda está aberto para conversar com o Irã "sem condições prévias", afirmou neste domingo o secretário de Defesa, Mark Esper, em um contexto de grande tensão bilateral. O país está disposto a buscar com a República Islâmica "um novo caminho, uma série de medidas que tornarão o Irã um país mais normal", disse o chefe do Pentágono à Margaret Brennan, apresentadora do progama "Face The Nation", da CBS. "Ainda é o governo legítimo do Irã. E o que dissemos, eu disse publicamente, o presidente certamente disse, é que vamos nos encontrar com eles. Essa oferta permanece".

Esperar também disse que "estamos mais seguros do que há apenas algumas semanas porque matamos o principal líder terrorista do mundo, Qassem Soleimani, que tinha o sangue de centenas de militares americanos mortos em suas mãos". "Em segundo lugar, restauramos a dissuasão com o Irã sem nenhuma vítima dos Estados Unidos. Terceiro, tranquilizamos nossos parceiros, parceiros e aliados na região, que defenderemos nossos interesses", afirmou, ressaltando que o Pentágono não teme novos ataques iranianos.

"Não esperamos mais ataques. Mas se você observar o que está acontecendo hoje em Teerã e em outras cidades, os iranianos entoam 'morte ao aiatolá. Nós não achamos que a América é nossa inimiga'. Você pode ver o povo iraniano se levantando e reivindicando seus direitos, suas aspirações por um governo melhor, um regime diferente. Nós estamos com o povo iraniano. Eles querem as mesmas coisas que a maioria das pessoas ao redor do mundo deseja. Eles querem prosperidade. Eles querem a capacidade de viver suas vidas, criar seus filhos. E apoiamos essas mesmas aspirações pelas pessoas onde quer que elas estejam", argumentou.

"Não vi evidência de ataque a embaixadas"

Esper disse que "não viu" evidências específicas de que Soleimani planejava ataques a quatro embaixadas dos EUA, mas disse acreditar que tais ataques teriam ocorrido. "Bem, o presidente não disse que havia um tangível, ele não citou uma peça específica de evidência. O que ele disse é que provavelmente, ele acreditava, poderia ocorrer". A apresentadora então questiona se ele estava dizendo que não havia evidências, ao que ele responde:  "Eu não vi nenhuma em relação a quatro embaixadas. O que estou dizendo é que compartilho a opinião do presidente de que provavelmente - minha expectativa era que eles fossem atrás de nossas embaixadas. As embaixadas são a demonstração mais proeminente da presença americana em um país", defendeu.

 

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