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Trump ironiza Macron por baixa popularidade

Presidente americano se irritou com declarações do líder francês sobre criação de um exército europeu

França emitiu nota afirmando que não iria se pronunciar sobre declarações deTrump
França emitiu nota afirmando que não iria se pronunciar sobre declarações deTrump Foto : Nicholas Kamm, Etienne Laurent / AFP / POOL / CP
O presidente americano, Donald Trump, ironizou nesta terça-feira no Twitter o "nível muito baixo" de popularidade, de 26%, de seu homólogo francês, Emmanuel Macron, a quem criticou por sugerir a criação de um exército europeu. "O problema é que Emmanuel sofre um nível muito baixo de aprovação na França", tuitou Trump, após criticá-lo por defender que a Europa precisa de seu próprio exército e por colocar os Estados Unidos junto com China e Rússia como uma ameaça para a segurança da Europa.

 
"Emmanuel Macron sugere construir seu próprio exército para proteger a Europa dos EUA, da China e da Rússia. Mas foi a Alemanha na Primeira & Segunda Guerra Mundial. Como isso acabou para a França?", tuitou o presidente americano. "Em Paris estavam começando a aprender alemão antes que os EUA chegassem. Paguem pela Otan, ou não!", acrescentou.

"Não há país mais Nacionalista do que a França, um povo muito orgulhoso e com razão!", insistiu. "Façam a França grande de novo", completou, fazendo uma analogia com seu slogan de campanha.

A Presidência francesa preferiu não reagir. "Nós nos recusamos a fazer qualquer comentário", afirmou o governo francês, alguns minutos após a publicação dos tuítes do presidente americano.

Trump criticou reiteradamente seus aliados europeus por não gastarem o suficiente em suas Forças Armadas, em particular a Alemanha. Durante o fim de semana, Macron provocou a irritação de Trump, após declarar que a Europa precisava de seu próprio exército, além de situar Estados Unidos, China e Rússia como ameaças para a segurança da Europa.

Macron recebeu Trump no sábado, antes das festividades pelo fim da Primeira Guerra Mundial, em uma tentativa de aplacar a tensão depois que o presidente americano considerou "insultantes" essas declarações. Em uma entrevista à CNN após seu encontro com Trump, Macron contou que falaram sobre o que seu governo considera um mal-entendido.

Ambos estão de acordo em que a carga da Otan deveria estar mais bem distribuída, no sentido de que a Europa deveria se apoiar menos nos Estados Unidos para os gastos de sua defesa, disse Macron. O presidente francês declarou à CNN: "Para ser direto com vocês, o que não quero é ver os países da Europa aumentando os gastos de defesa para comprar armamento, ou outros materiais americanos".

Funcionários de Washington destacaram que seu governo está completamente comprometido com a Otan, apesar dos comentários de Trump. O secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, alertou nesta segunda-feira contra um fortalecimento da defesa da Europa, às custas da Aliança Atlântica.

"Elogio os esforços da União Europeia em matéria de defesa (...) porque é positivo que os aliados europeus tenham mais capacidade, trabalhem juntos de maneira mais estreita", mas "não comemoramos que a UE comece a desenvolver estruturas duplicadas", disse o norueguês em um foro Otan-Indústria em Berlim.