A Casa Branca confirmou, nesta segunda-feira (6), que havia recebido uma proposta de mediadores para um cessar-fogo de 45 dias com o Irã, mas detalhou que o presidente Donald Trump "não a validou".
A imprensa dos Estados Unidos informou que Washington recebeu uma proposta dos mediadores para um cessar-fogo de 45 dias na guerra do Oriente Médio.
"Esta é uma das muitas ideias, e o presidente (Trump) não a validou. A Operação Fúria Épica continua", disse à AFP um funcionário da Casa Branca, recordando que o mandatário tem uma coletiva de imprensa prevista para as 13h locais (14h em Brasília) desta segunda.
Uma das maiores preocupações do governo Trump é a abertura do Estreito de Ormuz, que segue fechado para navios e petroleiros ligados aos Estados Unidos, Israel e aliados dessas nações. O local está vigiado pela Guarda Revolucionária do Irã.
- Israel anuncia morte de comandante da Força Quds no Irã
- Irã suspeita que resgate de piloto americano foi operação de fachada para “roubar urânio enriquecido”
Explosões em solo iraniano
Várias explosões foram ouvidas nesta segunda-feira (6) no maior complexo de gás do Irã, no sul do país, informou a agência de notícias Fars, sem revelar mais detalhes.
As explosões aconteceram no complexo petroquímico South Pars, em Asaluyeh, onde Israel anunciou que executou ataques nesta segunda-feira.
O complexo é uma área essencial do setor energético iraniano para a exploração conjunta com o Catar do maior campo de gás natural do mundo.
Novos ataques do Irã
O Irã lançou novos ataques contra Israel e os países do Golfo nesta segunda-feira (6) e emitiu uma advertência sobre represálias "devastadoras" caso o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, cumpra a ameaça de destruir instalações civis.
Mais de um mês após o início da guerra no Oriente Médio, que provocou milhares de mortes e abalou a economia mundial, Teerã voltou a lançar mísseis e drones contra Israel, Kuwait e Emirados Árabes Unidos.
Consequências dos ataques iranianos
Em Israel, os bombeiros informaram que encontraram duas pessoas mortas sob os escombros de um edifício atingido no domingo por um míssil iraniano em Haifa, norte do país. Outras duas pessoas estão desaparecidas. O Exército israelense, por sua vez, anunciou uma nova série de ataques contra Teerã.
A Guarda Revolucionária anunciou a morte de seu chefe de inteligência em um bombardeio. "O general Majid Khademi (...) morreu como mártir no ataque terrorista e criminoso do inimigo americano-sionista", afirmou a Guarda em seu canal no Telegram.
Na capital iraniana, uma instalação de gás foi danificada por um ataque, o que privou parte da cidade de abastecimento, informou a televisão estatal Irib. A universidade que fica ao lado da infraestrutura também sofreu danos.