O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, negou novamente neste sábado um "conluio" com a Rússia, mas pareceu admitir que sabia que seu ex-assessor de Segurança Nacional, o general reformado Michael Flynn, indiciado na sexta-feira, tinha mentido para o FBI. Trump insistiu no sábado em que não houve conluio entre sua equipe eleitoral e a Rússia, e negou estar preocupado com as declarações de Flynn à Justiça.
Trump afirmou que Flynn não fez nada ilegal durante o período de transição, entre a vitória do republicano e sua chegada à Casa Branca. "Tive que despedir o general Flynn porque tinha mentido para o vice-presidente e para o FBI. Ele se declarou culpado dessas mentiras. É triste, porque suas ações durante a transição foram legais. Não tinha nada a esconder!", afirmou o presidente no Twitter no início da tarde de sábado.
Trump parece admitir, com sua mensagem, que sabia que seu ex-assessor tinha mentido para o FBI. Um ponto muito sensível, porque na época da partida de Flynn, a Casa Branca só disse que ele tinha mentido para o vice-presidente, Mike Pence, sobre seus contatos com o embaixador russo em Washington.
A investigação do procurador especial independente Robert Mueller sobre a ingerência de Moscou na eleição presidencial americana de 2016 ameaça agora o 45º presidente. Se conseguir provar um conluio com a Rússia ou uma obstrução de justiça, não deve ser excluído um procedimento de destituição.
Por outro lado, um dos agentes mais experientes do FBI foi afastado da investigação sobre a ingerência de Moscou, após serem descobertas mensagens em que critica Trump, informaram neste sábado The Washington Post e The New York Times.
Peter Strzok, chefe-adjunto de contraespionagem do FBI, esteve até o último verão na primeira linha da investigação dirigida pelo procurador especial Robert Mueller, segundo ambos os jornais.
Trump nega conluio, mas admite que sabia que ex-assessor mentiu para FBI
Presidente dos EUA enfrenta crise política por suposta ligação com russos nas eleições