O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, negou preocupações com as condições da tripulação do porta-aviões Abraham Lincoln, em missão há mais de oito meses.
Trump confirmou que o navio de guerra será substituído por outro, o George Washington. "Não, não estão preocupadas", respondeu ele hoje ao ser questionado sobre as famílias dos marinheiros, algumas das quais haviam manifestado preocupação. O Lincoln "está se deslocando ou se deslocará muito em breve, e será substituído por um navio muito semelhante", o George Washington, declarou em coletiva de imprensa, antes de uma viagem ao estado de Nova York.
O porta-aviões Abraham Lincoln partiu de San Diego, Califórnia, em novembro de 2025, para uma missão no Mar do Sul da China, e foi redirecionado para o Oriente Médio antes de Estados Unidos e Israel lançarem uma guerra contra o Irã em 28 de fevereiro.
Entre os detalhes mais perturbadores que surgiram dos relatos das famílias dos marinheiros estava o fato de que dois deles haviam tentado se jogar ao mar. Questionado se a missão havia sido longa demais, o presidente negou: "Está longe disso."
Congressistas opositores democratas exigiram uma explicação do secretário de Defesa, Pete Hegseth, na quarta-feira. Ele afirmou que a situação havia sido "exagerada". O Exército dos Estados Unidos informou que um marinheiro do Abraham Lincoln que caiu no mar em 3 de agosto foi resgatado.
"Um pequeno número de casos de saúde mental foi atendido, sem perda de vidas", declarou o secretário interino da Marinha, Hung Cao, em comunicado. Ele também acusou a imprensa de "tentar retratar nossos combatentes como vítimas".
Segundo autoridades, o Abraham Lincoln conta com cinco capelães, um psicólogo, um assistente social, um "coordenador de prevenção" e um cão, "para apoiar o moral e o bem-estar emocional da tripulação". O período de mobilização do "Lincoln foi estendido porque a missão assim exigia", explicou Cao. "Nosso sucesso depende da forma como nos adaptamos."